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Vestibular indígena

 

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai realizar processo seletivo diferenciado para índios ainda em 2009. Serão 12 vagas extras por ano, pelos próximos quatro anos, que não comprometerão as vagas do Vestibular. Elas serão distribuídas igualmente entre seis cursos: Medicina, Enfermagem, Odontologia, Ciências Biológicas e Ciências Sociais, no campus Pampulha, em Belo Horizonte e Agronomia, em Montes Claros. A iniciativa diz respeito à  preocupação da UFMG com a diversidade e a inclusão.

Segundo a pró-reitora de graduação da universidade, Carmela Polito, em, no máximo, duas semanas será publicado o edital com as especificações da seleção, que deverá ser realizada em julho. A prova será dividida em duas etapas, em um único dia. O vestibular será feito em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável pela divulgação da prova, que vai acontecer anualmente em dois polos: Belo Horizonte e um segundo local (Recife, este ano).

As inscrições serão feitas mediante apresentação de documentos, incluindo uma carta de compromisso assinada pela comunidade indígena, reconhecendo os alunos como pertencentes a elas. “Mesmo que os índios tenham migrado para cidades, eles ainda podem participar se estiverem envolvidos ativamente com as comunidades”, explica Carmela Polito.

Foco na saúde
Os seis cursos foram escolhidos depois de avaliação da comissão responsável pela seleção – liderada pela professora da Faculdade de Educação da UFMG, Ana Maria Gomes –, em conjunto com os comitês indígenas de Minas Gerais e estudantes indígenas que estão cursando a formação de professores na UFMG.

Assistência e preparação
No caso dos índios, a permanência na universidade está estreitamente relacionada às condições de acesso. Por isso, a UFMG deve disponibilizar moradia para os alunos selecionados no edital. Serão firmadas parcerias com a Funai e outros órgãos governamentais para a distribuição de bolsas de assistência aos estudantes.

Além de auxílio financeiro, a UFMG vai fornecer curso de preparação e nivelamento aos alunos, ministrado pelo Colégio Técnico (Coltec) durante um semestre. As aulas terão foco nas disciplinas básicas da área de graduação e na apresentação da estrutura da Universidade. “Eles terão contato com a nossa cultura e os nossos costumes. É um programa de adaptação, inovador”, diz Carmela Polito.

Fonte: Agência de Notícias UFMG

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