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Unimontes – Novas demandas

QUÍMICA E FÍSICA

Cursos da Unimontes em Bocaiuva se adequam às novas demandas do mercado profissional

O estímulo ao desenvolvimento regional, aliado ao atendimento às exigências do mercado profissional em Minas Gerais e no País, é um dos compromissos permanentes da Universidade Estadual de Montes Claros. Cumprindo essa meta, a instituição implanta novos projetos, em sintonia com as demandas da comunidade. Instalados há dois anos, os cursos de Química e Física no campus de Bocaiúva evidenciam este modelo de ação da Unimontes, que, a cada dia, busca a consolidação para a formação profissional.

“Hoje, o mercado exige profissionais cada vez mais versáteis e os projetos pedagógicos dos cursos de Química e Física atendem a essa demanda, que vai além da atuação como professor do ensino médio e superior”, observa o professor Victor Martins Maia, diretor do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), ao qual esses cursos estão vinculados.

Coordenadora do campus e do curso de Química, a professora Vera Lúcia Alves acredita que as graduações atendem muito bem aos alunos do ensino médio que já têm grande afinidade com as ciências exatas. “As habilitações são as mais diversas possíveis pela diversidade de áreas que as duas profissões possuem na atualidade”, analisa. Mesmo em se tratando de uma licenciatura, ela cita que o projeto político-pedagógico oferece as mesmas habilitações de um bacharelado.

QUÍMICA

Atualmente, a Unimontes possui 74 alunos regularmente matriculados em Química, entre o 1º e o 4º períodos. Já estão em funcionamento os laboratórios de Química Geral, Química Analítica e de Química Orgânica. Em fase de montagem o Laboratório de Cromatografia Gasosa, que, entre outros estudos, permitirá a realização de análises de propriedades de plantas medicinais e de óleos essenciais e também a análise de ácidos graxos – passo importante no processo de produção de biocombustíveis. Ainda na área de Química, em breve, o campus de Bocaiúva receberá o Laboratório Infra-Vermelho, voltado para análise de composições.

Aprovada pelo Programa de Avaliação Seriada para Acesso ao Ensino Superior (PAES/Unimontes), Vivian Maravilha Mendes Rocha, de 19 anos, é uma das alunas do curso de Química da Unimontes – está no segundo período. Natural do município de Novo Cruzeiro (Vale do Jequitinhonha), ela conta que fez a opção pelo mesmo curso da “matéria que sempre gostou” nas séries do ensino médio. No futuro, pretende atuar em áreas de pesquisas, como já fazem os químicos industriais.

Da própria Bocaiúva, Marcella Karine Cardoso Silva faz questão de lembrar que não havia nenhuma oferta da graduação em Química no Norte de Minas e se diz “com sorte” em poder fazer o curso superior em sua cidade. Ela começou a estudar Serviço Social numa faculdade particular, mas desistiu pela falta de vocação. “Esta é uma oportunidade ímpar que recomendo para quem gosta das ciências exatas como eu. O curso só é difícil para quem não gosta de estudar”, avalia a estudante.

Já Ana Paula da Silva, de 18 anos, natural de São João da Ponte, confessa que aprendeu a gostar de Química dentro da sala de aula da Unimontes. “Tudo é totalmente diferente do que eu pensava e percebi o quanto o curso de Química é dinâmico, além de oferecer um mercado de trabalho muito amplo”, disse. A aluna assegura que o fato de estar longe de sua cidade não tem sido empecilho algum. “Há várias opções de moradia e o pessoal daqui tem sido hospitaleiro”, acrescentou.

O acadêmico em Química pode atuar como docente do ensino médio a partir do 2º período, após a licença (CAT) concedida pela Superintendência Regional de Ensino do Estado; como profissional, atua como pesquisador de carreira em universidades ou nas indústrias desenvolvendo processos, realizando perícias, vistorias e consultoria.

ATÉ MESMO PERITO

O graduado em Física, por exemplo, além de professor, pode atuar como pesquisador, perito criminal e até mesmo exercer funções na área de saúde, como no caso do físico-médico, que responde pelo controle de equipamentos de precisão utilizados no diagnóstico e tratamento em oncologia. Para essa função, é necessária ainda a pós-graduação Lato sensu e os salários iniciais chegam a R$ 6 mil.

A afinidade com as disciplinas vinculadas às ciências exatas ainda no ensino médio, o acesso ao curso de graduação na própria região do Norte de Minas e a realidade do mercado profissional foram determinantes para que Ana Cláudia Mourão de Souza deixasse Francisco Sá para estudar Física em Bocaiúva, distante 100 quilômetros de sua terra natal. “Independente da distância, esta é a oportunidade que tenho de realizar um sonho”, afirma Cláudia, aluna do 2º período.

Priscilla Leite Fonseca, colega de Cláudia, cita uma realidade bem recente para justificar a escolha pelo curso. “Ao longo do ensino médio nunca tive um professor de física formado na própria área”, disse a jovem de 17 anos, que até a conclusão do ensino médio morava na comunidade de Boa Vista dos Matos, município de Bocaiúva. Ela ainda comemora a aprovação no vestibular na primeira tentativa. “Tenho uma identidade muito grande com a Física. Ainda bem que tenho uma universidade praticamente dentro de minha casa”, disse.

O “respaldo que a Universidade tem” foi o motivo pelo qual Kléber Pinheiro, de 27 anos, optou em se transferir de uma instituição privada para a Unimontes. “Cursei três períodos até fazer a transferência. Mesmo este sendo um curso novo, o conceito que a Unimontes já possui em outras áreas pesou em minha decisão”.

“O curso da Unimontes oferece uma formação completa e proporcionará aos novos profissionais a oportunidade de seguir carreira nos mais diversos segmentos da Física”, analisa o coordenador do curso, professor José Higino Dias Filho. Ele acrescenta: “o mercado de trabalho permite ainda a oportunidade de conciliar essas profissões”.

José Higino explica que no campus bocaiuvense já está em funcionamento o Laboratório de Introdução à Física e em fase de montagem os laboratórios de Mecânica, Termodinâmica, Eletromagnetismo, Física Moderna, Óptica Geométrica (lentes e espelhos) e de Óptica Física (laser). Atualmente, o curso possui 36 alunos matriculados.

INVESTIMENTOS

“A implantação do campus de Bocaiuva envolveu recursos da ordem de R$ 2,5 milhões, sendo R$ 1 milhão oriundos do município – obras físicas – e R$ 1,5 milhão para equipamentos e laboratórios, oriundos de emenda consignada no Orçamento da União, através de mobilização direta do então ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, junto à Bancada Mineira no Congresso. O Governo de Minas também teve participação neste processo.

Localizado em terreno de 20 mil metros quadrados no bairro Alterosa, o campus possui 945 metros quadrados de área construída. O projeto completo prevê a construção de outros três blocos, com três pavimentos cada. Nos cursos de Química e Física são 35 vagas anuais, sendo 25 preenchidas através do processo seletivo tradicional e 10 por intermédio do PAES/Unimontes.

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