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UFV e FAO

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) é a primeira universidade latino-americana a assinar um acordo com a FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Ele foi oficializado no domingo (16/11), em Roma, durante a “Cúpula Mundial de Segurança Alimentar”, que termina nesta quarta-feira (18/11) e que tem como um dos pontos da pauta a cooperação sul-sul.

O acordo foi assinado na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. Assinaram o termo o diretor-geral assistente para cooperação técnica da FAO, J. M. Sumpsi, e o reitor da UFV, Luiz Cláudio Costa, que integra, a convite de Lula, a delegação brasileira.

O acordo entre a UFV e a FAO prevê a participação da instituição e de seus pesquisadores e professores em ações de combate à fome na América Latina e na África, em especial – mas não exclusivamente – em países de língua portuguesa.

A UFV tem uma trajetória pioneira nas atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas com a produção agropecuária, propiciando ao Brasil as condições para se transformar num dos maiores produtores mundiais de alimentos. “O problema da fome no mundo não poderá ser resolvido sem a participação do Brasil e, para que isso ocorra, é decisiva a participação da UFV, que teve papel fundamental no desenvolvimento da agricultura tropical no mundo”, afirma o reitor Luiz Cláudio Costa.

A participação da UFV na “Cúpula Mundial de Combate à Fome” decorre, principalmente, das parcerias já em andamento com a FAO e do reconhecimento do governo brasileiro pelas recentes ações tomadas pela instituição brasileira. O reitor Luiz Cláudio Costa, esteve recentemente em visita oficial à agência, em Roma, e o encontro serviu como ponto de partida para a assinatura do acordo de cooperação com a FAO, direcionado para a colaboração sul-sul.

(Veja matéria no portal da FAO, sobre o Acordo)

Instituto sobre a fome

A Universidade Federal de Viçosa quer criar um Instituto para integrar pesquisas, ensino e extensão nos diversos espectros do tema fome. A ideia está sendo defendida pelo reitor Luiz Cláudio Costa durante a Cúpula Mundial.

O reitor explica que a criação de um Instituto integra temas como nutrição, políticas públicas, distribuição de renda, alternativas de modelos de produção, economia, agricultura e meio ambiente. “Se o tema é multidisciplinar, só um Instituto pode dar conta de envolver pesquisadores de Viçosa e de todo o Brasil para pensar a fome em toda a sua dimensão”, diz ele, esclarecendo que um Instituto otimiza recursos de pesquisa e atinge mais pessoas com projetos e resultados multidisciplinares.

“A Universidade Federal de Viçosa quer dar as respostas que a ciência e a tecnologia pode dar à sociedade, sobretudo em países tropicais”. O reitor também lembra da importância que a UFV teve na ocupação do cerrado e nas pesquisas que criaram a chamada revolução verde, mas que as mudanças no clima do planeta vão exigir novas soluções ambientalmente comprometidas.

Para o reitor, fome e aquecimento global são temas indissociáveis. “As mudanças climáticas estão potencializando a fome no mundo”, diz ele ao afirmar que as populações já fragilizadas pela pobreza estão em áreas de desertificação e degradação ambiental e que estes povos não terão condições econômicas para tomar medidas mitigatórias que dependem de recursos. “O aquecimento global já está perenizando a fome. Este é um problema político e ambiental que depende de soluções políticas e técnicas, amparadas pela pesquisa”.

Segundo dados da FAO, há mais de um bilhão de pessoas passando fome no mundo, a maioria em países que serão muito afetados pelo aquecimento global. Estima-se que as mudanças climáticas e crise econômica mundial deste ano já incluíram mais 105 milhões de pessoas nas estatísticas da fome.

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