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UFMG – Mudança

A Faculdade de Medicina da UFMG negocia com o Ministério da Saúde a implantação de um projeto que pode significar mudança importante no ensino médico brasileiro: a integração do ciclo de internatos, no último ano do curso de Medicina. Os internatos em Clínica Médica, Cirurgia e Pediatria seriam incorporados ao Internato em Saúde Coletiva – conhecido como Internato Rural –, que consiste na atuação supervisionada do estudante preferencialmente em unidades de saúde do interior, ao longo de três meses.

A incorporação ampliaria a duração do Internato Rural para um ano e incluiria ainda a residência médica, que é a especialização do médico no nível de pós-graduação. A proposta foi apresentada ao secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, em reunião realizada em Brasília, no último dia 29 de junho, com a participação do reitor da Universidade, Clélio Campolina, do diretor da Faculdade de Medicina, Francisco Penna, do professor do Internato, Horácio Faria, além de técnicos da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES).

Piloto
Inicialmente, a experiência seria realizada em uma ou duas cidades, selecionadas a partir de pré-requisitos como a existência de um sistema municipal de saúde estruturado, inclusive com hospital. Além da Faculdade de Medicina, outras unidades da UFMG seriam envolvidas, como o Hospital das Clínicas, que viabilizaria a participação dos residentes, a Faculdade de Odontologia e a Escola de Enfermagem, que já participam do Internato Rural.

“A experiência do Internato envolvendo a Enfermagem e a Odontologia mostra a importância do trabalho interdisciplinar, da troca de experiências entre as unidades. Nós pretendemos incorporar outras e ampliar o número de cidades”, adianta Horácio Faria. Também estão previstas articulações com iniciativas já existentes, como o Programa de Educação pelo Trabalho em Saúde (Pet-Saúde) e o Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde).

Benefícios
Na avaliação do professor do Internato, a relação entre os internos e os residentes será enriquecedora para a formação dos estudantes dos dois níveis, pela troca de experiências. Ao mesmo tempo, um ganho para as cidades, que contariam com o atendimento de alunos, residentes e preceptores. “Os benefícios vão da interiorização dos profissionais de saúde à capacitação e envolvimento dos profissionais da rede local”, afirma. A telessaúde seria mais um recurso à disposição dos municípios e dos profissionais, que contariam com uma “segunda opinião” sobre os casos clínicos, a distância.

A junção dos internatos, por sua vez, proporcionaria ao alunouma visão integral do processo. “Hoje, no programa de três meses, se o interno começa a acompanhar uma gestante no pré-natal, ele não sabe o que vai acontecer com a mulher, com a criança. No período de um ano, ele poderia acompanhar o parto, e, posteriormente, o recém-nascido”, exemplifica Horácio Faria.

Pioneirismo
O diretor da Medicina, Francisco Penna, afirma que a intenção é iniciar a experiência já no primeiro semestre de 2012. “Tudo isso vai ao encontro dos objetivos do nosso currículo novo: maior integração com a comunidade, treinamento mais real, mais profissionalizante”, diz. Segundo o diretor, o Ministério da Saúde demonstrou interesse na proposta, inclusive de estendê-la para outras universidades do país. “A Faculdade foi pioneira com o Internato Rural e pode ser pioneira, também, na implantação de um novo sistema”, destaca.

(Assessoria de Comunicação da Faculdade de Mecicina da UFMG)

Fonte: UFMG – Online

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