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UFJF – Sustentabilidade

Muito se fala a respeito das grandes ações sustentáveis realizadas pelo poder público e por empresas renomadas, mas ajudar na preservação do meio ambiente pode ser mais simples do que se imagina. Antes mesmo de a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) iniciar a campanha “Recicla-me ou te devoro”, alunos, técnico-administrativos e professores já faziam a sua parte com pequenas atitudes que adotam no dia a dia e que contribuem para a preservação do meio ambiente.

A pedagoga do Apoio Estudantil, Franciene Silveira. aboliu o uso de copos plásticos durante o expediente. Ela utiliza diariamente uma garrafinha, que vai reabastecendo conforme sua necessidade. O mesmo acontece no Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFJF. Segundo o coordenador do curso, José Homero Soares, cada funcionário do local possui sua garrafa ou caneca.

O professor do Departamento de Construção Civil Pedro Kopschitz, chama a atenção para o uso responsável dos copos plásticos. Ele utiliza o mesmo copo durante dias, e ilustra a importância dessa medida com o seguinte cálculo: se uma pessoa usa três copinhos ao logo do dia, ao final de um ano ela será responsável pelo consumo de aproximadamente mil copos descartáveis;

Kopschitz também se preocupa em entregar o lixo seco, que separa em casa, nas mãos dos catadores. “É uma forma de garantir que esse material não será misturado ao lixo orgânico.” Além disso, ele incentiva a reciclagem dos resíduos produzidos na construção civil.

Já o mestrando em Economia Marcelo Moreira, além de separar o lixo seco do orgânico, é cuidadoso ao descartar pilhas e baterias e procura lugares apropriados para isso. Ele lembra que lojas de telefonia celular e alguns bancos possuem recipientes adequados para esse fim. Quando efetua pagamento com cartão de crédito, também abre mão de seu comprovante, e controla suas finanças pela internet, abolindo, assim, o uso de papel.

Eduardo Castro, professor do Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica, cita a reforma do galpão do curso de Arquitetura como exemplo de construção sustentável. O projeto do local privilegia a ventilação e a iluminação naturais, a fim de reduzir o consumo de energia elétrica com o uso de lâmpadas e ar condicionado.

A estudante do nono período de Comunicação Social Alessandra Assis não come carne bovina há três anos. Ela tomou a decisão pensando não só na sua saúde, mas nos impactos que a criação de gado de corte traz para o meio ambiente, já que esses animais liberam uma grande quantidade de gás metano, altamente poluente.

Outras medidas que cada cidadão deve transformar em hábito no dia a dia são ressaltadas por especialistas: economizar água fechando a torneira enquanto escova os dentes e se ensaboa no banho; não jogar lixo na rua, pois os dejetos descartados nas vias demoram anos para se decompor, além de entupir bueiros e contribuir para inundações durante as chuvas; apagar as luzes ao sair dos cômodos gera economia de energia elétrica, é ecologicamente correto, e se transforma em conta mais baixa no final do mês; evitar utilizar carro, dando preferência ao transporte coletivo e, para pequenas distâncias, locomover-se a pé; reaproveitar papel, utilizando a face branca da folha de documentos. que já não têm mais utilidade, como rascunho e bloco de recados; separar o lixo seco (garrafas, papel, alumínio) do orgânico (restos de comida, cascas de frutas etc.), Juiz de Fora possui várias
cooperativas de catadores de lixo seco e muitas pessoas vivem desse trabalho.

Para reforçar a necessidade de cada um tomar atitudes que causem menos impacto ao meio ambiente, especialistas lembram, ainda, o tempo que produtos levam para se decompor. Confira alguns exemplos: garrafas de vidro e pneus, até hoje não se sabe em quanto tempo se decompõem; nylon leva cerca de 650 anos; plástico, 450 anos; lata de alumínio, de 200 a 500 anos; copos de plástico, 50 anos; madeira pintada, 13 anos; chiclete, cinco anos; caixas de papel, três anos; filtro de cigarro, de um a dois anos; meias de lã, um ano; jornal, seis meses; tecido de algodão, um a cinco meses.

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