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Reunião na UFJF

Os candidatos de Medicina de diversos cursinhos de Juiz de Fora se organizaram e levaram algumas demandas à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) sobre o processo seletivo deste ano. O encontro foi no Anfiteatro da Reitoria esta semana (16/08), e teve a participação de cerca de 50 vestibulandos. Eles foram recebidos pelo reitor Henrique Duque, acompanhado de sua equipe, o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone e o diretor da Comissão Permanente de Seleção, José Maria Pereira Guerra.

Os presentes apresentaram três reivindicações principais. A primeira delas referia-se a possibilidade de realização das provas da segunda etapa do Vestibular 2011 apenas em Juiz de Fora, ao contrário do que aconteceu o ano passado, quando as provas foram aplicadas também em outras cidades, pois as datas da primeira e segunda fase eram consecutivas. O pró-reitor, que é presidente do Conselho Setorial de Graduação (Congrad), responsável pela deliberação das normas do processo seletivo, respondeu que este assunto já havia sido decido pelo Conselho e que não haverá provas da segunda etapa em outras cidades, somente em Juiz de Fora.

Outra questão e a mais debatida delas foi quanto ao critério de seleção da primeira para a segunda etapa do Vestibular que classifica três candidatos para cada vaga. Os alunos alegam que o número de candidatos classificados por vaga é pequeno e prejudica aqueles vestibulandos que se saem bem nas provas discursivas. Como a concorrência do curso de Medicina é muito alta, a proporção de três por vaga eleva a nota de corte, deixando bons candidatos de fora da disputa. No ano passado, o concorrente de Medicina precisava fazer 84% da prova da primeira fase para ser classificado. A sugestão deles é que a UFJF volte a adotar a proporção quatro por vaga para classificação para segunda etapa.

Magrone diz que o critério foi modificado com base em um estudo feito por sua equipe, que considerou ínfima a quantidade geral de candidatos na “quarta barra”. Ele lembrou que o Congrad é formado por membros de todas as unidades e, por isso, demandas específicas do curso de Medicina podem não ser aprovadas. No entanto, mesmo assim, o assunto e os argumentos dos estudantes serão levados ao Conselho.

Em razão da adoção do Enem como primeira etapa, os alunos questionaram se os conteúdos de língua estrangeira e redação seriam considerados, mesmo não estando nos programas dos vestibulares anteriores da UFJF. O reitor disse que consultou o Inep, responsável pelo Enem, para saber se seria possível separar a prova de redação da nota do exame e a resposta foi sim.

A partir da confirmação do Inep sobre a redação, o tema será também proposto ao Congrad. Porém, o reitor advertiu: “desejo a todos êxito no vestibular este ano, mas, se, por acaso, não o tiverem, se preparem no ano que vem para a redação”. A redação, segundo ele, é algo comum nos processos de várias universidades do país, a UFJF é uma exceção. Como as questões de língua estrangeira são poucas (6 em 180), não faria sentido desconsiderá-las.

Quando perguntado sobre a possibilidade de mais vagas para o curso de Medicina, Duque declarou que este ano não haverá ampliação, mas que no Vestibular 2012 estão previstas 20 novas vagas. Outros cursos da área da Saúde também terão aumento em razão do Reuni.

Ao final, mais uma vez foi lembrado aos estudantes que a nota do Enem a ser considerada este ano será a dada pelo Inep: a da Teoria de Resposta o Item (TRI). E que após classificados os candidatos para a segunda etapa, zera tudo novamente. Ou seja, a nota do Enem não é aproveitada para o resultado final. Além disso, todas as reivindicações dos alunos serão tratadas antes da divulgação do edital do concurso, previsto para ser lançado até o início de setembro.

O reitor declarou que a Universidade não privilegia nenhum grupo e que está aberta a opinião e ao debate. “É sempre bom ouvir as questões de vocês, porque passamos a ponderar coisas que não havíamos pensado antes”. Os candidatos agradeceram o apoio do deputado e a disponibilidade do reitor em atendê-los.

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