Pular para o conteúdo Pular para a barra lateral do Vá para o rodapé

Retorno às aulas

 

As secretarias de Estado de Educação (SEE) e Saúde (SES) e o Comitê Estadual de Enfrentamento da Influenza A H1N1 confirmaram a volta às aulas da Rede Estadual de Ensino nesta segunda-feira (10/08). A orientação das autoridades de Saúde e de Educação é que os alunos com sintomas de gripe não compareçam à escola. A secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, anunciou a liberação de R$ 4 milhões para reforçar a compra de material de limpeza, higiene pessoal e álcool gel. As escolas vão receber entre R$ 500 e R$ 2 mil reais, dependendo do número de alunos.

Kit preparado pela SES como material gráfico educativo sobre a nova gripe, além de máscaras cirúrgicas e luvas, está sendo enviado para todas as escolas estaduais. As peças gráficas de informação e educação em saúde, assim como vídeos educativos e outras ferramentas, estão disponíveis no site da Secretaria de Saúde.

Capacitação a distância
Na tarde desta quinta-feira (6/08) o secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana ,e a secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, participaram do treinamento da rede escolar no interior pelo programa “Via Saúde”, do Canal Minas Saúde, que tratou da prevenção à Influenza A (H1N1) no ambiente escolar, direto da sede da Secretaria de Estado de Saúde, em Belo Horizonte. O objetivo da aula foi informar e qualificar os profissionais sobre as formas de prevenção e a transmissão da doença.

No intervalo do programa, os secretários, em coletiva à imprensa, falaram sobre a questão do adiamento das aulas, divulgaram os números mais atuais do Estado e reforçaram a necessidade de todos estarem mobilizados para evitar a transmissão do vírus. “Neste momento, que não é de pânico, mas sim de atenção, é importante que todos tenham um compromisso comunitário. Podemos assegurar à população que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas pelo Estado”.

A secretária Vanessa Guimarães ratificou a importância de as escolas compartilhem as informações com as famílias. Ela recomendou ainda que, “se a criança apresentar sintomas de gripe, como tosse e febre alta, não vá à aula e que os pais procurem assistência médica”.

Vanessa Guimarães também ressaltou que os pais também são responsáveis por cobrar das escolas que os cuidados com a prevenção sejam tomados. “Estamos vivendo uma situação de saúde pública, portanto, é responsabilidade de todos evitar a doença”.

Para o secretário Marcus Pestana, presente na aula, “hoje, promovemos uma iniciativa inédita ao realizar esta aula para os profissionais de educação de todo o Estado sobre a Influenza A (H1N1)”, reforçou. Ele destacou que a Influenza é um grande desafio, não apenas para os três níveis de governo, mas para toda a sociedade. “As grandes armas para o combate são a informação e atitude,” defendeu o secretário.

Pestana acrescentou ainda que, nas próximas semanas, as escolas terão um papel essencial na disseminação de informações. “A educação tem papel central como difusor de informação, formação de consciência e mudança de atitude. Por isso acreditamos que cada escola será um importante pólo multiplicador de informações”.

Vanessa Guimarães destacou que, no momento, o objetivo é munir ao máximo as escolas de informações para que elas possam receber os alunos com procedimentos que evitem a disseminação da doença. “Além da qualificação dos profissionais das escolas, os alunos também serão atores importantes ao aprenderem e executarem os procedimentos”.

Atenção:

Todo aluno ou funcionário da escola que estiver com síndrome gripal (febre e tosse ou dor de garganta):
• Não deve frequentar a escola.
• Deve procurar o serviço de saúde.
• Deve ficar no domicílio pelo período recomendado (7 dias adultos e 14 dias crianças abaixo de 12 anos, a partir do início dos sintomas).
• Durante o período de afastamento evitar frequentar locais com aglomerados de pessoas ou visitar parentes e amigos (principalmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com outras doenças).
• Se tiver que sair de casa, utilizar máscara cirúrgica (comum).

No retorno às atividades escolares os professores e demais funcionários devem:
• Fazer uma avaliação dos alunos ao chegarem à escola, para identificação daqueles que estiverem com sintomas da síndrome gripal.
• Caso perceba que algum aluno apresenta os sintomas, acionar os pais, para que o aluno seja levado de volta para casa e orientado a procurar um serviço de saúde.
• Neste caso, deverá ser feito um encaminhamento por escrito para a Unidade de Saúde de referência.

Vigilância dentro da sala de aula:
Se o aluno apresentar os primeiros sintomas em sala de aula, os professores devem:
• Retirar o aluno da sala levando-o para um ambiente onde ele possa aguardar a chegada dos pais.
• Esclarecer o aluno e toda a turma sobre a medida de vigilância à saúde, de modo a evitar constrangimentos ou zombarias.
• Fornecer máscara cirúrgica para o aluno.
• Acionar a família, orientando para procurar o serviço de saúde e retornar após 7 a 14 dias (crianças menores de 12 anos).
• Notificar imediatamente a Secretaria de Saúde do município, que irá realizar a investigação e repassar as orientações adequadas ao caso.

Orientações quanto à higiene pessoal:
• Lavar frequentemente as mãos, utilizando água e sabão.
• Criar atividades lúdicas que ensinem as crianças a lavar corretamente as mãos.
• Manter disponível, nos lavatórios, sabonete e papel toalha.
• Utilizar, onde for possível, álcool gel, tomando os devidos cuidados para a sua manipulação por crianças pequenas, devido aos riscos de intoxicação.
• Etiqueta da tosse: utilizar lenços de papel ou papel toalha para tossir ou espirrar.
• Não compartilhar utensílios (copos, talheres, pratos, toalhas de rosto) e alimentos.
• Evitar contato com outras pessoas (abraçar, beijar, etc.).

Orientações quanto à higiene ambiental:
• Manter os ambientes limpos e arejados.
• Verificar o funcionamento das portas e janelas das salas de aula, mantendo-os sempre abertos.
• Banheiros e lavatórios: certificar-se que todos os banheiros possuem pias, torneiras, dispensadores de sabonete líquido ou em barra e papel toalha suficientes para o uso contínuo dos alunos. As torneiras devem estar em funcionamento, permitindo o fluxo de água corrente para uma lavagem de mãos eficaz.
• Bebedouros: devem ser continuamente higienizados, indicando o uso de copos descartáveis ou individuais, ou garrafas plásticas individuais.

Para limpeza e desinfecção de utensílios, salas de aula e mobiliário, banheiros:

Utensílios:
• devem ser limpos e desinfetados após cada uso;
• após a limpeza com detergente, colocar em solução de hipoclorito (proporção: 1 colher de sopa de água sanitária para 1 litro de água);
• deixar os utensílios imersos nessa solução por 10 minutos;
• retirar da solução, enxaguar e secar;
• a solução deverá ser diluída diariamente e desprezada após o uso;
• a esponja utilizada para lavar os utensílios deve ser também colocada nessa solução.

Salas de aula:
• devem ser limpas, preferencialmente, após cada turno de aula;
• limpar com água e detergente;
• fazer desinfecção com água sanitária (aplicar no piso).

Mobiliário:
• deve ser limpo, preferencialmente, após cada turno de aula;
• deve ser friccionado com álcool a 70% (nessa concentração mata o vírus causador da influenza).
Obs: o pano de chão, panos de limpeza e utensílios (rodo, vassoura, balde) devem ser lavados com água e detergente e colocados na solução de água sanitária, deixando por 10 minutos. Enxaguar e deixar secar. Não misturar detergente com água sanitária, pois um tira o efeito/ação do outro.

Eventos:
• As escolas devem evitar a realização de eventos ou outras programações que impliquem em aglomeração de alunos em espaços fechados.
• Evitar aulas em grandes auditórios.
• Se possível, alternar o horário de merenda ou intervalo das turmas.

(Secretaria de Estado de Saúde de MG)

Mostrar ComentáriosFechar Comentários

Deixe um comentário