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Reitores de universidades federais voltam a discutir modelo unificado de vestibular

Reitores de universidades federais de todo o país voltaram a discutir, hoje (27/04), em Braília, o novo modelo de vestibular proposto pelo Ministério da Educação (MEC). Durante o seminário “Acesso à Universidade Pública e Gratuita de Qualidade”, promovido pela Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), os reitores apresentaram sugestões e tiraram dúvidas sobre o modelo unificado de ingresso nas instituições federais de ensino superior. O seminário termina nesta terça-feira (28/04).

O presidente da Andifes, Amaro Lins, avalia como “muito interessante” a proposta de utilizar uma prova semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como processo seletivo de ingresso às universidades federais. “Nós reconhecemos que é preciso inserir novos componentes no nosso vestibular, de modo que possamos selecionar os alunos que estão mais aptos a ingressar nas universidades e ver também o sistema de educação superior do país como um todo”, acrescentou.

No entanto, de acordo com Lins, é preciso avançar mais nas discussões sobre a implantação do novo modelo. Para ele, a proposta apresenta ainda algumas dúvidas, que devem ser esclarecidas até o fim deste ano, quando várias universidades vão aderir ao novo sistema.

“As grandes dúvidas são em relação ao conteúdo que vai ser utilizado nesse exame e às questões regionais. Vai haver uma migração muito intensa de regiões que têm o ensino médio de qualidade para outras, que têm universidades com cursos de referência”, disse.

Lins afirmou, ainda, que as instituições que implantarem o novo processo seletivo poderão utilizar o resultado da nova prova de quatro maneiras diferentes: como prova única, como primeira fase, combinado à nota do vestibular tradicional ou para seleção de estudantes para vagas remanescentes.

Prazo

Durante o Seminário da Andifes, secretária de educação superior, Maria Paula Dallari Bucci, anunciou que as universidades federais têm prazo até 8 de maio para informar ao Ministério da Educação sua forma de participação no novo Enem. Isso, por causa da data de aplicação prevista para o novo Enem (3 e 4 outubro). Para isso, espera que todas as instituições federais façam sua opção, caso participem do modelo, até prazo estabelecido, para que seja possível mapear as universidades participantes para organizar a aplicação da prova.

Proposto pelo ministério como forma de acesso ao ensino superior, em substituição aos atuais vestibulares, o novo Enem foi discutido com membros da Andifes e sua forma de utilização, reformulada. Atualmente, as universidades que decidirem usá-lo terão quatro possibilidades: o Enem como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes do vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular.

Cada uma das 55 universidades federais poderá escolher de que maneira utilizará o novo Enem em seu processo seletivo. As instituições poderão mudar a forma de utilização do exame de um ano para o outro ou optar por mais de um modo de participação, de acordo com o curso pretendido pelo candidato. Por exemplo, a mesma universidade poderá usar o Enem como única possibilidade de ingresso à maioria dos cursos e como primeira fase para cursos que exijam provas de aptidão.

E o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai realizar audiência pública no dia 6 de maio (9h) sobre o Enem 2009. Ela será no auditório térreo do Edifício sede do Inep, em Brasília: SRTVS, Quadra 701, Bloco “M”. Podem participar todos os interessados.

UFJF

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) esteve representada, na reunião da Andifes, pelo Reitor Henrique Duque e pelo Pró-Reitor de Graduação, Eduardo Magrone. Segundo Magrone, a reunião foi positiva e todos tiveram a oportunidade de se manifestar. “Muitas universidades estão aderindo, outras, como nós, aderiram ou vão aderir parcialmente. Entre todas as universidades presentes não houve nenhuma objeção quanto ao mérito da proposta. Inclusive contando com a aprovação do novo modelo por parte da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES). Ninguém defendeu o vestibular da forma como é. O consenso geral é que a mudança já deveria ter acontecido.”

Fonte: Agência Brasil/ Assessoria Comunicação MEC /Assessoria UFJF

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