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Protesto estudantil

Centenas de estudantes de ensino médio e cursos pré-vestibulares ocuparam o gramado do prédio da Reitoria, na tarde dessa terça-feira (11/05), para protestar contra a decisão do Conselho Universitário de adotar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como substituta da primeira etapa do Vestibular 2011 da UFMG.

Seguindo um carro de som, com bandeiras, caras pintadas e entoando palavras de ordem, os estudantes seguiram o pequeno percurso da Praça de Serviços do Campus, local de concentração, até a entrada da Reitoria. Com a chegada do grupo, o reitor Clélio Campolina recebeu a comissão representante do movimento, formada por seis estudantes. Do encontro também participaram a vice-reitora Rocksane Norton e a pró-reitora adjunta de Graduação, Carmela Polito.

Reivindicações

Os estudantes presentes na manifestação criticavam a adoção do Exame já neste ano. “O problema não é o Enem, mas sua adoção repentina. Não há explicação para a decisão ter sido tomada em cima da hora”, afirmou Jessica Tolentino, 17 anos, que tenta o vestibular pela segunda vez, para o curso de Medicina.

No encontro com a comissão de estudantes, o reitor explicou que a UFMG já discutia o assunto há anos e que a adoção do Enem em lugar da primeira etapa do vestibular foi aprovada por ampla maioria pelo Conselho Universitário. “A UFMG tomou a decisão com maturidade, após extensos debates com a comunidade universitária”, disse Campolina.

Sobre a divergência entre os conteúdos exigidos na prova do Enem e os das provas da primeira etapa antes realizadas na UFMG, Clélio declarou ser uma diferença pouco relevante e que há tempo para a preparação. “O aluno que estuda para o vestibular também está apto a fazer o Enem. O ideal é que o aluno tenha adquirido os conhecimentos básicos que compõem o currículo do ensino médio, e não que se prepare apenas para uma única prova”.

Pela melhoria do ensino

“A UFMG se une à grande maioria das universidades federais do país em um processo pela melhoria do sistema educacional. A adoção do Enem por todo o Brasil reforça determinados parâmetros para a educação básica, e os governos municipais, estaduais e federal são pressionados para adequar a oferta dos ensinos básico e fundamental a esses parâmetros”, explicou o reitor.

A adesão ao Enem ainda este ano foi justificada pelo peso da UFMG no cenário brasileiro. “Nós também temos críticas ao modelo, mas precisamos participar do processo para realizar as mudanças que consideramos necessárias”, argumentou Carmela Polito, pró-reitora adjunta de Graduação.

Segurança da prova

Uma das grandes preocupações dos estudantes que prestarão o Exame é com a segurança da prova. “No ano passado, ficou provado que o modelo não é eficiente. Houve venda de prova e, na hora da aplicação, muitas pessoas estavam atendendo ao celular”, apontou o estudante Matheus Gabrich, 18 anos, estudante de pré-vestibular.

Clélio Campolina reconheceu que as falhas foram graves, mas confia que exatamente por causa delas o Ministério da Educação e as demais instituições envolvidas dedicarão todos os esforços para impedir que elas se repitam.

Ao encerrar o encontro, o reitor Clélio Campolina ressaltou o caráter soberano da decisão. “A discussão envolveu diversas instâncias dentro da Universidade, dando direito de voz a todos. Como reitor, informarei a todos sobre as reivindicações apresentadas nessa tarde. Mas não acredito que o Conselho Universitário mudará sua postura, já que todos os membros tomaram essa decisão de forma muito consciente. Acreditamos que é a decisão mais correta a ser tomada em favor do sistema educacional no país”, concluiu.

(Assessoria Imprensa UFMG)

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