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Pós em Ecologia

Quando sustentabilidade se torna uma palavra de ordem em busca de melhores dias para a vida no planeta, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) se orgulha de sair à frente e ser a primeira instituição do país a receber o título de “Neutro em Carbono” no seu Programa de Pós-Graduação em Ecologia. O título foi concedido no final do ano passado pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Prima -– Mata Atlântica e Sustentabilidade, que atua com educação ambiental e reflorestamento de Mata Atlântica em todo o Brasil.

O programa foi o único que cumpriu as metas do projeto que confere o selo “Prima Mudanças Climáticas”, reconhecido internacionalmente, para receber o título. As metas são definidas a cada ano, e os valores máximos de emissão de carbono para o recebimento do Selo vão ficando cada vez menores. Foi realizado o cálculo de quantas toneladas de carbono foram lançadas na atmosfera a partir das atividades do programa de Pós Graduação, desde 2005, como o gasto com energia elétrica, transporte terrestre e aéreo de professores e alunos e geração de lixo orgânico. Baseado nesse estudo, chegou-se ao número de árvores que deveriam ser plantadas para compensar a emissão do gás na atmosfera.

O coordenador geral da Prima, Ricardo Harduim, afirma que o programa calculou que cerca de 400 árvores precisavam ser plantadas para compensar as 80 toneladas de carbono que foram emitidas nesses últimos cinco anos (em 21 anos, cinco árvores captam, em média, uma tonelada de carbono). Ele explica que o projeto é importante porque demonstra, na prática, a responsabilidade sobre esse tema tão difundido que é o aquecimento global. Ainda segundo ele, “por se tratar de uma instituição onde se formam mestres em Ecologia, e se realizam debates sobre as mudanças climáticas, ela própria precisa fazer seu dever de casa”.

As árvores foram plantadas durante a solenidade de entrega do título, no vale do Salvaterra, em Juiz de Fora, em uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN). Segundo o professor do departamento de Botânica da UFJF, Fabrício Alvim Carvalho, o plantio é muito importante porque ajuda a reestruturar a diversidade do local. “Não só pelo sequestro de carbono mas, também, porque as florestas são a base do habitat. Além disso, ajudam a regular o clima.”

Foram utilizadas espécies nativas de Juiz de Fora, que servem para recompor a floresta dentro de uma área que possui várias funções ecológicas. Além disso, o uso dessas espécies aumenta a biodiversidade local, levando ao crescimento da área efetiva silvestre da região.

As árvores plantadas no vale do Salvaterra foram obtidas com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), e sua manutenção vem sendo feita por alunos da Pós-Graduação, por meio de um projeto de monitoramento.

O mestrando em Ecologia Cassiano Ribeiro acredita que a obtenção do título revela o pioneirismo da UFJF, e que a neutralização de carbono pode se estender a outros cursos da instituição. “A Universidade tem um impacto significativo sobre o meio ambiente. Essas 420 árvores plantadas foram apenas o primeiro passo. São necessárias campanhas massivas para estimular a participação das faculdades, e, se cada departamento plantar de 200 a 300 mudas, fará uma grande diferença.” O estudante diz ainda que essa certificação pode atrair alunos para a Pós-Graduação em Ecologia da UFJF, já que, atualmente, os profissionais preocupados com a questão ambiental se destacam no mercado de trabalho.

Outras informações: (32) 2102-3227/ 3206 (Departamento de Ecologia)

www.ufjf.br/ecologia

 

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