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Planta medicinal

…. nem sempre faz bem. Projeto de extensão quer informar à população de Divinópolis riscos e benefícios das plantas usadas como remédio. A auto-medicação atinge milhões de pessoas no mundo. Tomar um medicamento sem orientação médica ou sem conhecimento mínimo sobre seus efeitos pode ser prejudicial à saúde.

 

O uso indevido de substâncias não acontece apenas com quem ingere medicamentos tradicionais, aqueles comprados em farmácias e drogarias, ocorre também com quem faz uso de plantas medicinais. Estas possuem o seu princípio ativo que, em caso de superdosagem, bem como erro na identificação da planta e presença de substâncias tóxicas podem intoxicar o paciente.
Pensando em informar e orientar a população sobre cuidados, riscos e uso racional das plantas medicinais, professores, estudantes e técnicos-administrativos do curso de Farmácia da universidade Federal de São João del-rei (UFSJ) estão desenvolvendo o Programa Cimplamt (Centro de Informações sobre Medicamentos, Plantas Medicinais e Tóxicas).

O programa é coordenado pelo professor do curso de Farmácia, João Máximo de Siqueira, que empresta sua experiência ao Cimplant, após anos de pesquisa na área de plantas medicinais. Segundo ele, a intenção do grupo é que a iniciativa seja uma atividade permanente do novo curso de Farmácia.

Como funciona

Ao longo do curso, em diversas disciplinas, o estudante de Farmácia da UFSJ estará apreendendo conteúdos que tratam das plantas medicinais. O contato direto com o projeto acontece na disciplina estágio supervisionado, quando o estudante coletará e fará a correção de informações obtidas na comunidade, nos postos de atendimento do Programa de Saúde da Família (PSF), em Divinópolis ou em outros locais. Sob a supervisão dos professores, os estudantes corrigirão as informações coletadas e as devolverão à comunidade numa linguagem mais simples, através de boletins editados para os médicos, enfermeiros e agentes do PSF.

Atualmente existem 12 PSFs em Divinópolis, sendo que a equipe que desenvolveu o projeto atuou em seis deles. “A nossa meta é trabalhar em todos eles e levar as informações à toda a comunidade divinopolitana”, revela o coordenador. Além do boletim informativo impresso, distribuído nos postos do PSF, o Programa disponibiliza o mesmo periódico na página da UFSJ (contato por e-mail).

Canal de Comunicação

Segundo o professor João Maximo, “existe no Brasil um movimento nacional de implantação do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, visando a criar políticas públicas em toda a sua cadeia, ou seja, cultivo, desenvolvimento tecnológico para produção de medicamentos, uso racional das plantas e fitoterápicos. E o Cimplamt está envolvido neste contexto”.

Mais do que uma atividade acadêmica da maior importância, o coordenador do Cimplamt espera que o Programa de fato se torne um canal de comunicação entre a Universidade e os usuários de medicamentos e plantas medicinais. “Na UFSJ, conseguiremos gerar a informação correta sobre estes produtos e esta pode ser repassada de forma clara ao usuário. Por outro lado, o contato da comunidade com o usuário provoca, no meio universitário, perspectiva de novos caminhos a serem pesquisados”, analisa. 

Algumas dicas do primeiro boletim do Cimplamt

– A chamada “erva-de-santa-maria”, ao contrário do que muita gente pensa, não é vermicida. Sua eficácia é muito baixa, se comparada aos medicamentos tradicionais, que são bastante seguros. Além disso, esta planta é hepatotóxica e não é aconselhável seu uso por gestantes.

– Usada por populares para auxiliar o tratamento do câncer, a aveloz, conhecida também como “cega-olho”, não tem nenhum efeito comprovado. O Boletim recomenda que nenhuma planta seja usada para o tratamento desta doença.

– O chá de amora, usado como “regulador hormonal”, pode causar hipertensão. Segundo os pesquisadores, não há indícios do efeito regulador de hormônios desta planta.

– Confira sempre a procedência das plantas medicinais que você compra. No centro de Divinópolis, por exemplo, a famosa “erva-de-são-joão” foi substituída por outra planta brasileira que não tem o efeito antidepressivo buscado por quem consome a espécie vegetal.

Por: Assessoria de Comunicação da UFSJ

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