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Planetário fixo

O Centro Didático de Astronomia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que contará com planetário e observatório astronômico, deverá ser inaugurado ainda em dezembro, durante a comemoração dos 50 anos da universidade. Este será o maior planetário fixo de Minas Gerais e um dos maiores do país, com cúpula de 12 metros de diâmetro, conforme dados da Associação Brasileira de Planetários e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O observatório terá teto retrátil, para permitir a observação dos corpos celestes, e sete telescópios de última geração, de 6 a 16 polegadas. O planetário será composto por uma cúpula hemisférica, que formará uma tela em 360º, para reproduzir digitalmente o céu como é visto em qualquer parte do planeta proporcionando uma sensação de imagem 3D. O sistema de som será surround 5.1 digital, semelhante ao empregado em salas de cinema. O local terá ainda uma câmera para filmagens. O equipamento, conforme exigências para a sua licitação, será capaz de projetar, no mínimo, sete mil estrelas fixas nos hemisférios Norte e Sul celestes.

O centro será construído em uma área de 3.500 metros quadrados, ao lado do Centro de Convivência (antiga Praça Cívica) e entre o estacionamento da Reitoria. Para isso, já foi aberta licitação para a contratação de empresa para elaborar um projeto executivo para o centro.Para participar do processo, o interessado deve acessar o site . Os envelopes serão abertos no dia 17.

As obras devem se iniciar em até 90 dias após a finalização do projeto final, conforme o pró-reitor de Infraestrutura, Márcio Resende. Ao mesmo tempo, outro edital está em fase final de preparação para a aquisição de equipamentos, que deve incluir itens importados. Todo o investimento está estimado em cerca de R$ 10 milhões, provenientes de captação de recursos da Reitoria em emendas parlamentares, já disponíveis, conforme o pró-reitor de Planejamento e Gestão e reitor em exercício, Alexandre Zanini.

Divulgação da astronomia

A UFJF já possui, no Centro de Ciências, ao lado do Colégio de Aplicação João XXIII, um planetário inflável em um domo de lona de seis metros de diâmetro com um telescópio, coordenado pelo professor Cláudio Henrique da Silva Teixeira. Para ele, o novo modelo terá uma série de recursos tecnológicos mais avançados, capazes de representar o céu de uma forma mais fiel, seja na cintilação e magnitude das estrelas ou no movimento dos planetas, além de mais recursos multimídias.

Ainda de acordo com o professor, o novo equipamento poderá estimular a produção de pesquisa e ensino, além de atrair cursos, oficinas e outros eventos, como noites de observação astronômica, a exemplo da que ocorre no Centro de Ciências, que também oferece curso de astronomia a professores dos ensinos fundamental e médio. ”O planetário e o observatório são um anseio da cidade há muito tempo. Outros professores já tentaram implementá-los. O ensino de astronomia com certeza terá mais qualidade.“

Planetários no país

Segundo a Associação Brasileira de Planetários, atualmente há 23 unidades fixas no país e 4 móveis. A lista não inclui ainda o exemplar de Belo Horizonte, que é o primeiro planetário fixo de Minas Gerais, da UFMG, inaugurado este ano, com cúpula de 8,5 metros de diâmetro, sob o custo de R$ 13 milhões. Conforme a lista da associação, o equipamento da UFJF será o 11º maior em relação ao diâmetro da cúpula, sendo que seis deles serão apenas meio metro maiores que a unidade juizforana. O maior planetário é o da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, de 23 metros.

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