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Novo Enem

 

O Pró-reitor de Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Eduardo Magrone, participou, nesta quarta-feira (13/05), da reunião em Brasília promovida pelo Ministério da Educação (MEC), para a definição de algumas diretrizes do novo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Com a participação de reitores e representantes de comissões de vestibulares de diversas instituições federais de ensino superior (IFES), o encontro foi bastante produtivo e serviu para tirar muitas dúvidas a respeito da formulação da prova, da logística e da segurança na aplicação do exame.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou uma matriz de referência da prova e detalhes do Sistema de Seleção Unificada aos representantes das IFES. A proposta é de que o “novo ENEM” tenha 200 questões de múltipla escolha nas áreas de ciências naturais e humanas, linguagens e matemática, além de uma redação. Entretanto, neste ano ainda não haverá questões de língua estrangeira, sociologia ou filosofia, o que causou preocupação para os dirigentes de escolas.

Segundo Magrone, existe um receio das universidades de que o novo Enem reproduza o que hoje há de pior nos vestibulares atualmente. Por isso, foi solicitado que as questões sejam interdisciplinares, já que esta é uma tendência dos novos modelos de avaliação.

Durante a reunião, o Pró-reitor chamou atenção para a briga de poder de alguns grupos em relação aos conteúdos a serem incluídos ou retirados da proposta. “Se não houver um maior controle para decidir sobre o que será cobrado, a prova poderá ser prejudicada”, disse.

A segurança foi um ponto bastante debatido. Quanto a este assunto, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), responsável pela formulação do Enem, garantiu que está desenvolvendo estratégias para o caso de vazamento de informações. Além disso, irá criar provas com questões diferentes, porém, abordando o mesmo conteúdo, o que dificultará uma possível tentativa de fraude. Segundo o MEC, também já foi solicitado reforço de agentes da Polícia Federal para aplicação do exame.

O Sistema de Seleção Unificada e a decisão da UFJF

O Sistema de Seleção Unificada vai possibilitar ao aluno, através de inscrição on-line, gerenciar todas as informações do processo seletivo. Será possível conhecer a nota do Enem antes de se inscrever nos concursos das universidades e consultar as médias das notas dos candidatos concorrentes. Com a nota final em mãos, o aluno terá as opções de: se inscrever em cinco cursos da mesma universidade, no mesmo curso em cinco
universidades diferentes, ou em cursos distintos em universidades distintas.

Outra novidade anunciada é a de que o Sistema de Seleção Unificada permite ainda que cada curso atribua pesos diferenciados por disciplina. Entretanto, este não é o caso da UFJF, que não aderiu ao novo Enem como única e exclusiva etapa do processo seletivo.

No dia 23 de abril a UFJF decidiu adotar parcialmente a proposta do MEC e irá permitir ao candidato realizar o novo Enem e a primeira etapa do vestibular, optando pela melhor das duas notas para a classificação na segunda fase. Como a Universidade já possui uma segunda etapa de provas discursivas, não irá considerar a redação do Enem, apenas suas questões objetivas.

Magrone avalia que o sistema unificado é uma tendência das IFES, pois com o tempo irá possibilitar a melhoria na democratização ao acesso ao ensino superior.

A UFJF já informou ao MEC, no dia 8 de maio, sobre sua decisão. Em Minas, todas as instituições federais já aderiram total ou parcialmente à nova proposta, com exceção da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). [Veja Matéria sobre isso.]

Veja mais sobre as decisões oficiais sobre o Novo Enem .

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