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Nova prova do Enem

O Ministério da Educação (MEC) trabalha com a possibilidade de realizar no dia quatro de dezembro novas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) apenas para os estudantes prejudicados com as falhas encontradas na seleção.

A expectativa foi anunciada na manhã de hoje pelo próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, que esteve no Recife para participar de uma reunião no Tribunal Regional Federal (TRF) da Quinta Região. Foi o presidente deste tribunal, o desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, que derrubou a liminar que suspendia o Enem.

Após a audiência, o ministro concedeu uma entrevista coletiva. Haddad disse que, com a decisão judicial, “99% dos alunos estão com a vida resolvida”, lembrando os prejuízos que a anulação do exame traria, entre eles, o financeiro, estimado em R$ 180 milhões só em logística. Além disso, um novo processo de seleção só poderia ser realizado num prazo de dois a três meses.

O ministro já adiantou que, com a decisão, o MEC vai liberar até o final da tarde de hoje os gabaritos das provas e reabrir a página na internet para que os candidatos que tiveram problemas possam registrar suas queixas.

Até o momento, 165 reclamações foram feitas pela internet, mas o ministério estima que cerca de dois mil estudantes foram prejudicados em todo o país. Extraoficialmente, o número de alunos afetados em Pernambuco deve girar em torno de 10 pessoas.

Para saber ao certo quantas pessoas terão o direito de fazer novas provas, o consórcio Cespe-–Cesgranrio vai entrar em contato com os feras. Além disso, serão realizadas leitoras eletrônicas da atas dos prédios e dos relatórios das provas, para checar onde houve problema de impressão da prova amarela e onde o teste não foi trocado pelos fiscais.

Uma boa notícia é que a liminar não afetou o cronograma do Enem, uma vez que as provas ainda estão em trânsito para serem corrigidas. Desta maneira, a previsão é que os primeiros resultados da prova objetiva saiam no dia 20 de dezembro e o resultado final seja divulgado no dia 15 de janeiro.

A queda da liminar atendeu a um pedido feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Na decisão, o desembargador ressaltou que a suspensão de um certame envolvendo mais de 3 milhões de estudantes traria transtornos aos organizadores e aos candidatos de todo o Brasil.

Faria lembrou que a alteração do cronograma do Enem -– em razão da suspensão -– iria repercutir na realização dos vestibulares promovidos por instituições de ensino superior, uma vez que muitas utilizam as notas do exame para classificar candidatos.

O Enem havia sido suspenso na segunda-–feira passada, em todo o país, depois de uma decisão da Justiça Federal do Ceará. A juíza Karla de Almeida Miranda Maia avaliou que a realização de uma nova prova apenas para candidatos que se consideram prejudicados poderia beneficiar o grupo de estudantes. O Ministério Público informou quevai recorrer da decisão.

Fonte: Diario de pernambuco

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