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Notícias de C&T

 

Dentro da 61ª Reunião Anual da SBPC, a diretora do Museu da Vida (Fiocruz) e jornalista, Luisa Massarani, anunciou a criação de uma agência nacional de notícias de ciência e tecnologia para facilitar o acesso de jornalistas à pesquisa brasileira. O projeto tem apoio do Ministério da Saúde e da Ciência e Tecnologia.

A agência, a ser lançada até o ano que vem, seguirá os moldes de agências internacionais. A estratégia é disponibilizar informações ágeis, enfatizando os comunicados e temas mais interessantes, assim como um banco de fontes, fotos, gráficos, entrevista, além de ser um canal de discussão direto com jornalistas.

A iniciativa, há tempos requisitada por profissionais da comunicação, exigirá que os cientistas também se coloquem mais à disposição da mídia. Entre os cientistas, as críticas mais comuns foram as dificuldades dos jornalistas em “traduzir” conceitos científicos com precisão, obstáculo que poderia ser superado, como sugeriu um dos entrevistados da pesquisa, enviando os textos jornalísticos para a fonte antes da publicação, prática adotada por alguns e criticada por outros.

Para os jornalistas, a relação com os cientistas pode ser melhorada a partir do momento que se estabelece confiança entre as partes. Uma das formas de se alcançar isso seria evitar o sensacionalismo e cuidar para entender com maior profundidade os temas a serem divulgados. Ações que auxiliem a capacitação de profissionais da mídia e da academia para que ambos entendam o trabalho do outro tem ampliado no Brasil.

Luisa reforçou que ainda é preciso investir em diagnósticos mais eficientes para analisar a qualidade da divulgação científica hoje praticada. A cada dia, lembra, crescem as pesquisas nessa área. O banco de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) registra 227 documentos sobre jornalismo científico e outros 687 em divulgação científica, dos quais 88 foram concluídos apenas em 2008. “É preciso conectar pesquisa e prática em jornalismo científico e usar isso para melhorar a prática que tem sido feita”, defendeu.

(ComCiência)

 

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