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Mudança de curso ou transferência para UFJF

Passar no vestibular e conquistar a tão sonhada vaga na universidade é um momento de grande alegria para qualquer estudante. Mas e se o aluno descobre, durante o curso, que a escolha não foi a certa? A fim de oferecer aos estudantes novas oportunidades, nesta quarta e quinta-feira, dias 25 e 26, das 9h às 20h, a Central de Atendimento (CAT) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) receberá documentos e formulários preenchidos de alunos interessados em um novo rumo para suas vidas profissionais. A oportunidade vale tanto para acadêmicos da própria instituição como para estudantes que queiram transferênciar para a UFJF.

Esta oportunidade é possível graças ao edital lançado pela Universidade, no último dia 16, para preenchimento de 425 vagas ociosas, distribuídas em 15 cursos de graduação. Conforme o gerente de Matrícula e Controle Acadêmico da UFJF, Elenilson da Fonseca Silva, a procura por mudança de curso varia conforme as opções oferecidas e o número de vagas, mas, de modo geral, é sempre muito grande. A maior parte das vagas oferecidas se concentra nas áreas de Exatas e Humanas. Cursos como Medicina, Direito e Psicologia, quando dispõe de vagas ociosas, são muito visados pelos alunos. No último edital de vagas ociosas, por exemplo, a maior procura foi por Psicologia.

Segundo o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, grande parte das universidades apresenta estrutura ainda muito rígida. “O candidato com menos de 17 anos tem que fazer uma opção sobre o que vai fazer profissionalmente depois dos 40. Mesmo ingressando na Universidade o aluno está meio que confinado a um determinado curso durante quatro ou cinco anos sem contato com outras experiências acadêmicas e intelectuais”.

A gerente do Programa do Centro de Psicologia Aplicada (CPA) da UFJF, Cláudia Cristina de Sant´Anna, ressalta: “Os estudos mostram que nos cursos muito teóricos há um índice de desistência maior, mas observamos, também, que há desistências em número menor em cursos que o aluno estudou e investiu muito para passar no vestibular, como é o caso de Medicina, Psicologia e Engenharia”. Outros fatores como constante mudança no mercado de trabalho e consequentes alterações nas habilidades exigidas também influenciam em eventuais dúvidas relacionadas à escolha do aluno.

Da Física para o IAD

Aline Tavares, 23 anos, está no primeiro período do curso de Artes e Design, mas ingressou na Universidade como aluna de Física. A estudante ressalta que a primeira escolha foi baseada em experiências do ensino médio. “Por causa de como o professor dava a matéria, eu fiquei encantada com a disciplina. Ainda gosto de Física, mas aqui em Juiz de Fora não tem a área que eu queria: astronomia”.

A estudante conta que andava muito cansada, já que o curso trabalha com muitos cálculos. Como já tinha feito curso técnico em Design de Móveis, no antigo Colégio Técnico Universitário (CTU), decidiu investir nessa área. Satisfeita com a mudança, Aline pretende seguir na área de Design, Cinema e Artes Visuais.

O estudante do sexto período de Comunicação Social, Orney Bastos, 27 anos, também tentou a transferência para o curso de Artes e Design no período passado, mas desistiu durante o processo. O aluno ressalta que sua área de interesse é design gráfico, mas quando ingressou na UFJF não havia essa opção. O que o despertou para a mudança foi o fato de que “agora tem o Bacharelado Interdisciplinar com especialização em Design na UFJF. Como quero trabalhar nessa área, queria fazer o curso”. Ele diz estar em dúvida se tentará novamente a mudança, já que está próximo da conclusão do curso que atualmente está matriculado. Caso não tente o processo de mudança, Orney já pensa em uma segunda graduação ou uma pós-graduação na sua área de interesse.

Mesmo que os processos de mudança de curso sejam ainda rígidos e raros para alguns cursos, o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, destaca que a Universidade apresenta “experiências dos bacharelados interdisciplinares que ainda são muito incipientes, mas são uma tentativa de tornar mais flexível e mais frequente o diálogo entre as áreas”.

Como fazer a escolha certa

Para a gerente do CPA, Cláudia Cristina de Sant´Anna, algumas atitudes do candidato podem ajudar na escolha do curso. “Existem psicólogos e orientadores profissionais que podem orientar os jovens na escolha e decisão profissional. Fatores como autoconhecimento, ansiedade diante da escolha, habilidades, influências, estereótipos, mercado de trabalho, informações sobre cursos universitários e profissões quando bem trabalhados podem contribuir para uma escolha mais acertada.” Ainda segundo ela, os jovens podem também fazer entrevistas com profissionais e visita aos cursos nas faculdades, laboratórios, empresa júnior e espaços de atuação dos profissionais.

Magrone aconselha os que pretendem mudar de curso para conversarem antes com colegas, professores, além de profissionais que atuam na área de interesse. “Tudo aquilo que devia ter feito antes de ingressar na universidade e não foi feito até em virtude da preocupação excessiva com o vestibular.”

O pró-reitor reforça ser de grande importância para o aluno que já ingressou na universidade explorar as inúmeras possibilidades oferecidas pela instituição. O aluno deve “tentar visualizar, aqui dentro da Universidade, outras opções. Talvez frequentando aulas como ouvinte de outros cursos para que ele possa fazer um juízo sobre sua permanência ou mudança de curso”.

Para Magrone, “a pior decisão é pensar: já fiquei muito tempo aqui, vou permanecer, vou formar, para depois ver como é que vai ser. Esse é um caminho que certamente pode ocasionar muitos prejuízos para o aluno”.

Candidatos às vagas ociosas

Além dos interessados em mudar de curso, podem participar do processo, previsto pelo edital de vagas ociosas, outros quatro tipos de candidatos: excedentes do grupo C (não optantes por cotas) do Vestibular 2011 e Pism ( triênio 2008-10); alunos da instituição que queiram retomar graduação trancada por mais de dois anos e menos de quatro anos; estudantes de outras instituições de ensino superior; profissionais graduados, que devem ser formados na mesma área de conhecimento do curso pretendido; alunos que desejam transferência de outras instituições para a UFJF.

Para saber quais são as exigências de cada um dos cinco tipos de candidatos, acesse aqui a página do edital.

Clique aqui e veja os formulários necessários para a inscrição.

A Central de Atendimento fica localizada no prédio da Reitoria, no Centro do campus.

Outras informações: (32) 2102-3978/ 3911 (Central de Atendimento)

(32) 2102-3734 (Cdara)

www.ufjf.br/cdara  

Samantha Marinho – estudante de Comunicação Social

Os textos são editados por jornalistas da Secretaria de Comunicação

Fonte: UFJF

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