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Ministro apela a reitores por novo Enem

 

Ao participar do segundo dia (28/04) da reuinão do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o ministro da Educação, Fernando Haddad, falou das mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) propostas pelo MEC. Ele considerou legítimas as preocupações com a regionalização. Mas observou que ela não deve ficar acima dos debates sobre a reestruturação dos currículos do ensino médio, a racionalização do processo de transição da escola para a universidade e a democratização do acesso à educação superior.

“A mobilidade dos estudantes pelo país, com a nova proposta de vestibular, é desejável, mas sabemos que será a exceção, não a regra” destacou Haddad. “Não podemos colocar uma camisa de força no sistema e obrigar as universidades a adotar um vestibular unificado, mas o modelo proposto é muito flexível, com quatro possibilidades largas o suficiente para que as instituições possam aderir a pelo menos uma delas.”

Ainda segundo o ministro, a questão da regionalização só afeta um dos formatos propostos para a utilização do Enem como seleção – o sistema de seleção unificada. 

Relembrando, essas são as formas propostas para a utilização do novo Enem como ferramenta de ingresso na educação superior:
– Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line. O aluno pode simular inscrições em até cinco universidades ou cursos;
– Como primeira fase;
– Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular;
– Combinado com o vestibular da instituição.

Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média com a nota do vestibular. O ministro enfatizou a vantagem de as instituições aderirem ao quarto formato proposto, que acabaria com as vagas remanescentes. “Foge à razoabilidade não aderir a esse quarto modelo e assim deixar vagas ociosas na universidade”, disse. “Ocupada ou não, o dinheiro daquela vaga está sendo investido pelo Estado naquela universidade.” Segundo ele, é alto o custo de fazer um processo seletivo só para preencher as vagas remanescentes.

Ensino médio
Na reunião, o ministro deixou ainda um pedido aos reitores. “É preciso sacramentar um rumo para nossas ações dentro do debate das mudanças no vestibular, levando em conta todas as questões — quando participar, qual o modelo, se a universidade pode estudar a mudança de formato para o ano que vem”, destacou. “Mas a preocupação deve ser, principalmente, com o ensino médio.”

Ao comparar o exame e a Prova Brasil, o ministro observou que o vestibular, hoje, não tem uma base comum. “A partir da criação de um exame instigante, interessante e envolvente, queremos causar, no ensino médio, o impacto que teve a Prova Brasil na organização do trabalho em sala de aula”, disse. “Queiramos ou não, o rito de passagem entre o ensino médio e a educação superior é pautado pelo vestibular tradicional. Se tivermos uma matriz de referência para nortear a reforma do currículo do ensino médio, isso vai facilitar enormemente o trabalho das secretarias estaduais de educação.”

Haddad disse esperar que reitores e secretários estaduais montem essa matriz de referência e promovam a reformulação no Enem voltada para tal fim.


Leia a Nota Oficial divulgada pela Andifes sobre o Enem .

Leia sobre o primeiro dia da reunião da Andifes em Brasília .

Fonte: MEC / Andifes

 

 

 

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