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Mineiro cria novo método de desenvolvimento de Software

 

No competitivo mercado de software, uma história em Minas Gerais acaba de ganhar destaque mundial. O pesquisador e professor Nélio Muniz Mendes Alves conseguiu chamar a atenção de um seleto grupo de doutores no assunto, ao desenvolver um método que permite criar software de maneira mais rápida, segura e econômica.

Os segredos descoberta do pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) serão apresentados para as maiores autoridades no tema, de 1º a 3 de julho, numa das maiores conferências científicas da área de Engenharia de Software norte-americana, a SEKE 2009 – 21st International Conference on Software Engineering and Knowleadge Engineering, em Boston. O evento é classificado no nível A pelo Qualis (órgão da Capes que avalia veículos científicos).

Como coordenador do curso Técnico em Informática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), o professor Nélio Muniz sempre percebeu que um dos grandes desafios das empresas era utilizar uma metodologia que propiciasse o melhor equilíbrio entre agilidade e qualidade na hora de desenvolver um software.

“No mundo dos negócios, a economia de tempo, recursos ou mesmo a diminuição da margem de erro na construção de um software podem ser decisivas”, explica o professor. Por isso, ele decidiu trabalhar com uma metodologia híbrida, que aliasse duas formas consagradas: a abordagem ágil e a disciplinada. “Procuramos aproveitar os benefícios e evitar as fraquezas de cada uma”, comenta.

Numa analogia ao processo de construção de uma casa, a abordagem disciplinada seria aquela na qual o mestre de obra tem em mãos todos os projetos (hidráulico, elétrico, etc.) e os segue de uma forma mais rígida. Ou seja, ele tem todas as especificações do que deve fazer e obedece à risca. Já no método ágil, o pedreiro teria mais flexibilidade para realizar o projeto, utilizando de sua experiência para executar a obra.

Nova forma de trabalho
Com esse novo jeito de criar software, Nélio conseguiu manter a técnica, mas permitindo que o engenheiro tenha maior poder e liberdade. Para isso, o pesquisador mergulhou fundo no trabalho realizado pela Invit na Votorantim Industrial. “A escolha da Invit deu-se por se tratar de uma empresa madura, que desde o meio do ano passado já vinha com essa idéia de integração. Quando eu conheci a empresa isso já estava pré-concebido e eles me permitiram avançar nesse método”, comenta Muniz.

Os resultados da pesquisa, que será apresentada no congresso norte-americano, são surpreendentes: “A percepção das pessoas que utilizaram essa metodologia híbrida foi: clareza no processo, melhoria na operacionalização, maior eficiência e ampliação do gerenciamento de risco”, conta o professor.

Mas o ponto que mais se destaca nessa pesquisa foi que esse novo jeito de trabalhar oferece suporte à terceirização, ainda um grande desafio na área de desenvolvimento de software. “Essa metodologia atribui atividades, assim é possível estabelecer quem é responsável em cada etapa, além de – através de um mapa – definir tudo o que será usado no desenvolvimento”, comenta.

O próximo passo do pesquisador é mensurar os resultados. “A boa impressão já temos. Agora vamos medir a eficiência e mostrar – em números – que as empresas só têm a ganhar com essa nova forma de trabalho”.

Currículo
Nélio Muniz Mendes Alves é graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Uberlândia e mestre em Ciência da Computação pela mesma instituição. Ele tem experiência em desenvolvimento de software e como professor de nível superior e técnico. Atualmente é professor efetivo do Instituto Federal do Triângulo Mineiro – Campus Uberlândia e cursa doutorado em Engenharia de Software na UFU.

Empresa
A Invit, empresa na qual o projeto foi concebido e implantado, é reconhecida por oferecer soluções de TI sob medida com uma abordagem generalista e de negócios.

Aplica este e outros conceitos de engenharia de software, numa modalidade de terceirização com alta maturidade e automação fabril, denominada “esteira de produção”, que entre seus benefícios consegue diminuir 30% do custo de desenvolvimento.

Para mais informações sobre o evento, acesse o site .

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