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MG sedia 12 INCT

A UFMG vai sediar oito institutos nacionais de ciência e tecnologia, do total de 12 que serão instalados em Minas Gerais. Em todo o país, foram selecionados 101 institutos para ocuparem posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia.

Na Região Sudeste, serão sediados 63 institutos, sendo 35 em São Paulo, 16 no Rio de Janeiro e 12 em Minas Gerais, com recursos das parcerias com o Ministério da Saúde e diretamente com as Fundações de Amparo à Pesquisa dos três estados.

Os institutos coordenados pela UFMG receberão cerca de R$ 60 milhões. Segundo o pró-reitor Carlos Alberto Pereira Tavares, a participação da UFMG se estende a outros institutos: devido à estrutura de rede do programa, diversos professores participam de grupos coordenados por outras universidades. “Creio que os institutos vão gerar expressivo financiamento a longo prazo, além de demanda por maior planejamento das atividades na área, o que trará tranqüilidade e garantia na realização das pesquisas”, comentou.

Tavares observa que os grupos selecionados terão importante papel na produção científica nacional, pois vão propiciar interação entre as instituições e a otimização de recursos públicos. Analisando o grande número de institutos aprovados para a UFMG, ele considera ser esse um reflexo da liderança da Universidade no estado. “Os Institutos devem consolidar e ampliar essa posição, pois sua produção, em diversas áreas, se tornará referência no país”, refletiu.

Metas – O programa dos institutos nacionais de ciência e tecnologia tem metas ambiciosas e abrangentes em termos nacionais como: possibilidade de mobilizar e agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa em áreas de fronteira da ciência e em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do país; impulsionar a pesquisa científica básica e fundamental competitiva internacionalmente; estimular o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta associada a aplicações para promover a inovação e o espírito empreendedor, em estreita articulação com empresas inovadoras, nas áreas do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).

Além de promover o avanço da competência nacional nas devidas áreas de atuação, criando ambientes atraentes e estimulantes para alunos talentosos de diversos níveis, do ensino médio ao pós-graduado, o Programa também se responsabilizará diretamente pela formação de jovens pesquisadores e apoiará a instalação e o funcionamento de laboratórios em instituições de ensino e pesquisa e empresas, proporcionando a melhor distribuição nacional da pesquisa científico-tecnológica, e a qualificação do país em áreas prioritárias para o seu desenvolvimento regional e nacional. Os Institutos Nacionais devem ainda estabelecer programas que contribuam para a melhoria do ensino de ciências e a difusão da ciência para o cidadão comum.

Os institutos da UFMG:

– Instituto de Nanomateriais de Carbono (ICEx – Departamento de Física) – Coordenação: Marcos Assunção Pimenta.

– Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento de Vacinas (ICB – Instituto de Ciências Biológicas) – Coordenação: Ricardo Tostes Gazzinelli

– Instituto de Recursos Minerais, Água e Biodiversidade ( Escola de Engenharia) – Coordenação: Virgínia Cimenelli.

– Instituto de Medicina Molecular (Faculdade de Medicina) – Coordenação: Marco Aurélio Romano Silva.

– Instituto de Nanobiofarmacêutica (ICB) – Coordenação: Robson Augusto dos Santos

– Instituto de Pesquisa em Dengue (ICB) – Coordenação: Mauro Martins Teixeira.

– Instituto de Pesquisa na Web – Redes Complexas da Web (ICEx – DCC) – Coordenação: Virgílio Augusto Fernandes Almeida.

– Instituto de Informação Genético-Sanitária da Pecuária (Escola de Veterinária) – Coordenação: Rômulo Cerqueira Leite.

 

A criação dos institutos terá investimento de cerca de R$ 523 milhões – valor considerado, pelo CNPq, o maior disponível para uma chamada pública de apoio à pesquisa no país. Conta com parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), e das fundações de amparo à pesquisa do Amazonas (Fapeam), do Pará (Fapespa), de São Paulo (Fapesp), Minas Gerais (Fapemig), Rio de Janeiro (Faperj) e Santa Catarina (Fapesc), Ministério da Saúde, Petrobras e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte: UFMG

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