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MEC apresenta opções de uso da prova do Enem

 

As universidades que aderirem ao novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como processo seletivo unificado poderão utilizar o resultado da prova de quatro maneiras diferentes: como prova única, como primeira fase, combinado à nota do vestibular tradicional ou para seleção de estudantes para vagas remanescentes.

A proposta inicial do Ministério da Educação (MEC) era de que o Enem substituísse os vestibulares das universidades federais de todo o país. Agora, o ministro Fernando Haddad disse que cada instituição vai participar “da maneira que lhe é conveniente” e não acredita que essas quatro propostas prejudiquem a idéia inicial de unificação.

“Nós não podemos fazer o processo de maneira impositiva, há tradições a serem respeitadas e preocupações legítimas. Algumas que tiverem segurança e maturidade farão a adesão total, mas por que vedar a participação por outras metodologias? Seria autoritário e arbitrário usar apenas a fase única”, argumentou.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, durante toda a semana houve vários debates nas universidade sobre o assunto. Além da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que decidiu pela não adesão para 2010, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) já se manifestaram pela adesão do Enem como prova única. (veja: matéria sobre a opinião dos dirigentes mineiros; UFJF vai usar Enem; UFSJ e o Novo Enem ).

“Eu tenho conversado bastante com os reitores e encontrado uma visão muito otimista em relação à participação dentro do novo Enem nas diversas formas. As universidades ainda estão discutindo os detalhes. Há muito entusiamo, mas as decisões serão tomadas dentro de algum tempo”, afirmou.

Outra decisão tomada hoje durante a reunião do comitê que está elaborando o novo Enem é a formação de comissões técnicas para elaboração da prova. “Elas vão estabelecer as diretrizes do vestibular em cada uma das provas. Elas serão formadas por membros das sociedades científicas e das comissões de vestibulares das instituições federais, designadas pelos reitores”, explicou o ministro.

Para a próxima semana, está marcada mais uma reunião do comitê. No dia 27 de abril, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) promove o seminário “Acesso à Universidade Pública Gratuita e de Qualidade”, que deve discutir o novo vestibular proposto pelo Ministério da Educação. O encontro será no Hotel Nacional, em Brasília. Participam, além dos reitores, a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, o vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Otávio Velho, a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Maria Auxiliadora Seabra, a presidente do Conselho Nacional de Educação, Clélia Craveiro, o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Ismael Cardoso, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Reynaldo Fernandes. 

A proposta prevê a aplicação do novo Enem nos dias 3 e 4 outubro e a divulgação das quatro provas de múltipla escolha em 4 de dezembro. A divulgação do resultado final, com a correção das redações, foi proposta para 8 de janeiro de 2010.

Fonte: Agência Brasil

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