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Inverno Cultural concedeu bolsas a entidades culturais e alunos da UFSJ

As oficinas que acontecem durante o Inverno Cultural ampliam o acesso ao conhecimento e a novas técnicas artísticas. A intenção da coordenação do evento é envolver toda a comunidade, incluindo pessoas carentes, que dificilmente teriam acesso a esses cursos em outras ocasiões. Para isso, neste ano, foram oferecidas 180 bolsas a diversas instituições da cidade. Creches, grupos de teatro, orquestras e projetos sociais foram beneficiados com essa iniciativa, preenchendo cerca de 120 vagas.

O Projeto Arte por Toda Parte, da Cia Teatral Manicômicos foi um dos beneficiados pela iniciativa. Desenvolvido em algumas cidades da região das Vertentes, o projeto distribuiu as vagas para participantes de São João del-Rei, Lagoa Dourada, Resende Costa, São Tiago e Perdões. “Essa atitude da universidade é muito legal, pois desperta o interesse de quem às vezes nem pensou em fazer uma oficina. Outras, que até gostariam de fazer, mas não poderiam pagar, acabam tendo essa oportunidade” avalia Orlando Talarico, educador do projeto.

Segundo a chefe do Setor de Projetos Artísticos e Culturais da UFSJ, Elisabeth Pereira da Silva, as bolsas são oferecidas de acordo com a demanda. Ainda segundo Elisabeth, nem todas as vagas disponíveis são preenchidas. “Algumas entidades recebem bolsas todos os anos, mas o número de alunos que utilizam essas bolsas, não é sempre o mesmo, o que resulta em vagas abertas e que poderiam ser utilizadas por outras instituições. Isso é um assunto que deve ser revisto, inclusive está sendo analisado pelo Pró-Reitor Marcos Vieria Silva”, afirma.

Os participantes que não foram beneficiados com bolsas pagaram entre R$15 e R$ 20 reais ao se inscreverem. Esse valor, segundo Elisabeth Pereira, “é quase simbólico, já que é utilizado para a compra dos materiais principais utilizado nas oficinas, uma vez que o que é solicitado aos participantes são coisas simples de se conseguir”. Elisabeth ainda ressalta que os gastos para trazer os coordenadores das oficinas, que incluem transporte, hospedagem e alimentação, além do cachê, superam a quantia arrecadada pelas inscrições. “Com isso, o Inverno Cultural amplia o acesso à cultura não só para os bolsistas, mas também para os alunos pagantes” explica Elisabeth.

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