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Impacto Ambiental

O estudante de mestrado em Turismo e Meio Ambiente do Centro Universitário UNA, Jomane Casagrande, desenvolveu no Enduro da Independência uma pesquisa inédita sobre os impactos ambientais provocados pelo enduro na região por onde o evento esportivo offroad passou.

O enduro da Independência (3 a 7/09) é considerado a maior competição do motociclismo offroad de regularidade do Brasil e completou nesta edição 28 anos. A prova teeve 960 quilômetros de extensão, percorrendo trilhas, estradas, fazendas e vilarejos, com início na cidade mineira de Pouso Alegre, passando por Lavras/MG, São João Del Rei/MG, Mariana/MG e terminando em Betim/MG. Participaram do evento cerca de 500 pilotos, com envolvimento direto de mais de 3.000 pessoas, entre organização, pilotos, equipes de apoio, lojistas e imprensa.

A pesquisa “Avaliação de Impactos Socioambientais dos Eventos Esportivos Offroad”, visa mostrar o que realmente o enduro gera de impacto ao meio ambiente, e faz parte da dissertação de mestrado de Jomane Casagrande. O aluno é pesquisador, ex-piloto de enduro e jornalista especializado em offroad. Sua pesquisa tem a orientação da Bióloga e doutora em Ciências, professora do Centro Universitário Una, Fernanda Wasner.

Segundo Casagrande, “Quando se fala em impacto, nem sempre é apenas negativo, porque sabemos que ao longo do evento, muitas comunidades e pessoas são beneficiadas através da geração de renda e do desenvolvimento nos locais por onde a caravana passa. Com esta pesquisa teremos a condição de mensurar o que realmente representa um evento esportivo offroad”, conclui.

Ao longo de todo a evento foi feito registro fotográfico, entrevistas, e análise dos acontecimentos e das ações. Alguns trechos o pesquisador percorreu de moto a mesma trilha que os competidores, para melhor visualizar e levantar o que acontece antes e depois que as motos passam. As populações de diferentes distritos e cidades também foram ouvidas para saber como percebem o Enduro da Independência.

O Trail Clube de Minas Gerais- TCMG, que organiza o evento, programou para esta etapa a neutralização do carbono emitido pelas motocicletas, carros e caminhões, através do plantio de mudas de árvore. A organização também doou computadores da Microcity nas cidades os pilotos pernoitaram.

“Para o TCMG, a iniciativa inédita dos pesquisadores ajudará mostrar que o enduro de regularidade sempre trouxe benefícios às comunidades por onde passa reforçando o trabalho social da prova aos longos destes 28 anos de história’, conclui Gustavo Jacob, presidente do TCMG.

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