Pular para o conteúdo Pular para a barra lateral do Vá para o rodapé

HU oferece curso de TMO

Enfermeiros, técnicos e acadêmicos de enfermagem já podem se inscrever no curso de TMO: “A assistência de Enfermagem em Transplante de Medula Óssea: saberes para cuidar com qualidade”. A qualificação conta com o apoio do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), do Serviço de Hematologia e Transplante de Medula Óssea do HU, do Serviço de Educação Continuada em Enfermagem do HU e da Fundação Ricardo Moisés Jr. O curso será realizado entre 21 de março e 1º de abril no auditório da Fundação Ricardo Moisés Jr, começando sempre às 19h30 e se estendendo até às 22h.

Segundo a enfermeira Chefe do Serviço de Hematologia e Transplante de Medula Óssea, Rosângela Alves, o objetivo do curso é educacional. “Pretendemos atualizar e desenvolver conhecimentos referentes à assistência à saúde na área de transplante de células-tronco hematopoéticas, para atuar nas fases de pré, trans e pós transplante.”

O curso oferece 30 vagas e as inscrições podem ser feitas no Serviço de Hematologia do HU Santa Catarina, das 8h às 11h e das 13h às 16h. Para enfermeiros o curso tem o valor de R$ 150; técnicos de Enfermagem, R$150; e os acadêmicos em enfermagem devem apresentar o comprovante e pagar R$ 50.

Três transplantes por mês

O transplante de medula óssea é uma esperança para quem sofre de doenças como leucemia, câncer do sistema linfático e tipos graves de anemia. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o tratamento consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.

Existem dois tipos de transplantes de medula: o autogênico e o alogênico. No transplante alogênico, a medula vem de um doador, que pode ser parente ou desconhecido. Entre irmãos, a chance de compatibilidade é de apenas 25%. A boa notícia é que de 2000 para cá, o número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea passou de 12 mil para quase dois milhões. O Brasil já é o terceiro país com mais doadores, atrás de Alemanha e Estados Unidos.

Hoje, 1.073 mil brasileiros aguardam por um doador. Segundo o Ministério da Saúde, o tempo na fila caiu de um ano, em 2004, para seis meses.

No transplante autogênico, a medula vem do próprio paciente. Esse tipo de tratamento é disponibilizado no HU. “Nesse procedimento, células-tronco são coletadas do próprio corpo, e devolvidas após as sessões de quimioterapia, para que possam regenerar a medula”, explica a enfermeira Kelli Borges dos Santos, do serviço de Hematologia e Transplante de Medula Óssea do HU.

Centro de Referência

O Centro de Referência do Hospital existe desde 2004, e realizou até o ano passado, 150 transplantes de medula, numa média de três transplantes por mês. O representante comercial Marcelo Lentine descobriu em maio que tinha Mieloma Múltiplo, câncer desenvolvido na medula óssea, causado pelo aumento descontrolado das células plasmáticas, que fazem parte do sistema imunológico.

Marcelo foi submetido ao transplante no dia 4 de fevereiro, e agora se recupera em casa. “A cirurgia ocorreu muito bem, a equipe do HU é ótima. Agora estou na expectativa para poder retomar minha rotina.” Ele deixa ainda um pedido para as pessoas que não são doadoras de medula óssea: “É muito ruim passar por tudo que a gente passa e, ainda, sem esperança se torna ainda mais doloroso. Eu acredito que tudo pela vida é válido”.

Outras informações: (32) 4009-5393 (Assessoria do HU)

www.ufjf.br/hu

www.twitter.com/huufjf_noticia

Fonte: UFJF

Mostrar ComentáriosFechar Comentários

Deixe um comentário