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Ensino médio reformulado

Um grupo de trabalho composto por técnicos do Ministério da Educação (MEC) e da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República apresentou, nesta terça-feira (16/12), um estudo sobre a reestruturação e expansão do ensino médio no Brasil.

O documento mostra uma concepção diferente para o ensino médio: a formação integral do estudante, estruturada na ciência, cultura e trabalho. Ele deve, ainda, ser debatido pela sociedade. As modificações prevêem um novo currículo e modelo pedagógico, expansão das matrículas e obter, como resultado, uma educação que seja mais atrativa e de qualidade a todos os jovens.

O estudo feito pelo grupo de trabalho aponta uma política de médio e longo prazo para consolidar o ensino médio de qualidade no Brasil, que atenda à diversidade e aos anseios da juventude e da população adulta que volta à escola, além de preparar para o mercado de trabalho. De acordo com o documento, mais de 50% dos jovens de 15 a 17 anos não estão matriculados no ensino médio.

O Programa Ensino Médio Nacional, nova ação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), pretende unir as ações do Brasil Profissionalizado -– que incentiva a expansão de matrículas no ensino médio integrado nas redes públicas estaduais -– e do Plano de Ações Articuladas (PAR), em regime de colaboração.

Outros princípios dispostos no estudo se referem à obrigatoriedade do ensino médio e ao aumento no valor investido por aluno por ano. “Não há como universalizar o ensino médio com qualidade investindo menos do que R$ 2 mil por aluno por ano”, ressaltou o ministro da Educação, Fernando Haddad. Hoje, esse investimento é de R$ 1,4 mil aluno/ano.

“O ensino médio brasileiro vive um momento não de renascimento, mas de nascimento”, disse Fernando Haddad. Segundo ele, a expansão da rede federal de escolas que ofereçam essa etapa educacional, o apoio à reestruturação proposta pelo Brasil Profissionalizado e a reforma no Sistema S vão possibilitar a construção de um ensino médio que dê aos jovens perspectivas de desenvolvimento intelectual e humano.

Ifets

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, destacou que o novo ensino médio começa com os institutos federais de educação, ciência e tecnologia (Ifets), que já nascem com uma oferta de ensino médio diferenciada, aliada à educação profissional. A lei que cria os institutos foi aprovada na Câmara e no Senado e aguarda a sanção presidencial.

O segundo momento da reestruturação do ensino médio, segundo Unger, é o engajamento com estados. Isso porque a maioria das escolas que oferecem ensino médio é estadual. “É necessário transformar as escolas e capacitar os professores, daí a importância do regime de colaboração.”

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