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EaD se consolida no país

Apesar do preconceito que ainda existe contra a metodologia e dos desafios estruturais a vencer, como o acesso à internet no país, a Educação a Distância (EaD) vem se consolidando e se expandindo rapidamente no Brasil, com opções de qualidade também na pós-graduação. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, completa 15 anos de atuação nesse segmento. O número de MBAs e especializações saltou de cinco, em 2007, para 15 em 2010, sendo dois internacionais. Este ano, os 51 mil alunos do primeiro semestre superaram todos os matriculados em 2009, considerando todos os cursos. No Senac-Rio, quando a modalidade começou, em 2005, eram duas as pós-graduações; hoje, são nove. Na área pública, o segmento também vem crescendo, por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB), um programa vinculado à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), em parceria com a Secretaria de Educação a Distância do MEC, e que fomenta e dá apoio aos cursos de 92 universidades públicas. São oferecidos 275 cursos de especialização. O modelo é inspirado no Consórcio de Educação a Distância do Estado do Rio (Cederj), que faz parte da UAB, mas só oferece graduação.

A diferença é que, por uma questão de logística, cada instituição faz o seu processo de seleção. No Cederj, há um vestibular único para as seis universidades públicas participantes. – Uma das grandes missões da UAB é oferecer pós em todas as áreas. Começamos esse trabalho há dois anos. E isso vai ser intensificado – afirma o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, idealizador do Cederj. Segundo o diretor executivo do FGV Online, Stavros Xanthopoylos, a educação a distância cresce no mundo todo e faz parte de um cenário em que os meios de comunicação e as redes sociais são cada vez mais fundamentais no dia a dia das pessoas. Em países como Canadá, Alemanha e Espanha, diz, empresas já preferem contratar profissionais formados na educação a distância: – Os alunos de EaD, por exigência própria da metodologia, leem e escrevem mais, são mais disciplinados e flexíveis, relacionam-se bem em equipe e estão totalmente familiarizados com as novas ferramentas de comunicação. No Brasil, o CensoEaD 2008, feito pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), comprovou que 75% das empresas que praticam educação corporativa não fazem distinção entre os alunos provenientes da educação a distância e aqueles vindos do ensino tradicional. Além disso, 50% afirmaram não haver diferença entre os dois modelos de aprendizagem. Para o professor, ainda existe receio com o método, mas isso tende a diminuir com a sua disseminação, principalmente na educação corporativa e na qualificação profissional. Gerações anteriores aos nativos digitais (da chamada geração Y) também devem passar por um processo de adaptação, na sua opinião. Por isso, os cursos da FGV procuram integrar os alunos à tecnologia. – Os profissionais mais jovens, da geração Y, têm muito mais facilidade. Para eles, o uso da EaD nada mais é do que uma extensão da forma natural com que buscam conhecimento: pela internet, em redes sociais, Wikipedia, Google, jornais e revistas on-line, entre outros. Denise Pozas, gerente de Educação Corporativa do Senac Rio, diz que, nos últimos anos, muitas empresas perceberam as vantagens da educação a distância na qualificação de seus funcionários: – Em 2009, por exemplo, o Senac Rio desenvolveu os materiais de treinamento a distância das 220 mil pessoas envolvidas no Censo Demográfico 2010 do IBGE. Estão em andamento programas para empresas como SulAmérica, White Martins, para o Banco do Nordeste e o Secovi (Sindicato da Habitação).

De acordo com o MEC, hoje existem 208 instituições credenciadas em EaD, sendo 162 para oferecer graduação e especialização e o restante, somente especialização. Em 2005, 71 tinham credenciamento pleno. São, aproximadamente, três milhões de alunos. O ministério faz um controle maior sobre a graduação. Não há dados específicos de quantos estão se especializando. No caso da pós, o MEC apenas autoriza o início dos cursos, por entender que eles apresentam outra lógica, mais voltada ao mercado. Mas o secretário Carlos Bielschowsky diz que existem alguns critérios para escolher uma boa especialização: – Primeiro, a pessoa deve checar se a instituição e o polo (instalações de apoio) são credenciados. No caso da pós, ter polo não é necessário. Depois, verificar o nível da instituição, pelo IGC (Índice Geral de Cursos) e por outros elementos, como saber se a escola tem uma boa tradição. Na graduação, a pessoa também deve visitar as instalações. Tem curso que requer laboratório. Por último, ela deve perguntar aos alunos se estão estudando muito. Curso fácil eu não faria de jeito nenhum. Tem que ter um rigor. Curso a distância não é mais fácil. No endereço do Sistema de Consulta de Educações Credenciadas para Educação a Distância e Polos de Educação Presencial , é possível checar as instituições e polos credenciados pelo MEC.

Fonte: CM News

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