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Cientista premiada

A especialista brasileira Mayana Zatz venceu a edição de 2008 do “Prêmio México de Ciência e Tecnologia”. Segundo informe do Conselho Consultivo de Ciências (CCC) do México, ela foi escolhida por “suas contribuições pioneiras na introdução das técnicas de genética molecular, que geraram conhecimento relevante sobre a distrofia muscular”. Nesta edição, o Prêmio recebeu 55 inscrições de 13 países.

Criada em 1990, a premiação visa reconhecer o trabalho de pesquisadores da América Latina, Caribe e Península Ibérica. Em 17 edições, o Brasil foi premiado sete vezes, sendo o país com mais pesquisadores agraciados. Curiosamente, os pesquisadores brasileiros sempre foram escolhidos em anos consecutivos, antes de Mayana Zatz, os últimos premiados brasileiros eram Martín Schmal e Constantino Tsallis, premiados em 2002 e 2003 respectivamente.

Mayana Zatz é professora do Instituto de Biociências e Pró-reitora de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). Coordena o Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de células-tronco em doenças genéticas. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) já publicou 303 trabalhos científicos, até março deste ano, que foram citados mais de 4.900 vezes. Possui mestrado e doutorado em genética pela USP e pós-doutorado em genética humana e médica pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

“Para nós cientistas, o maior retorno que recebemos é o reconhecimento da nossa pesquisa por nossos pares e pela sociedade. Isso ocorre em vários níveis: quando conseguimos sucesso em um experimento científico, quando nossos trabalhos são aceitos para publicação em revistas de impacto e quando são citados. Ser selecionada para vencer o prêmio México é uma grande emoção. É o reconhecimento da ciência que desenvolvemos na Universidade e no país e é um estímulo enorme para lutarmos para tentar fazer mais e melhor”. Afirma a pesquisadora.

Atualmente Mayana desenvolve dois projetos: a pesquisa dos mecanismos que causam doenças genéticas, com enfoque em doenças neuromusculares, para sua compreensão, prevenção e futuros tratamentos; e o estudo de células-tronco em doenças genéticas para a terapia celular e a desvendar os mecanismos que causam essas doenças. Segundo a professora “pesquisar o genoma humano e tentar responder inúmeras questões que surgem a cada momento é uma grande paixão. Uma das minhas maiores motivações é o contato que tenho com famílias e pacientes afetados por doenças neurodegenerativas. Eles são a mola propulsora que nos dão força para lutar”.

Inscrições

A edição deste ano recebe inscrições até 13 de novembro. Para participar, o candidato precisar obter reconhecido prestígio profissional, além de ter contribuído de forma significativa para o conhecimento científico universal, para o avanço tecnológico ou para o desenvolvimento das ciências sociais. De acordo com o informe da Embaixada do México, a edição de 2009 contemplará o vencedor com medalha e premiação no valor equivalente a US$ 45 mil.

Mais informações, no site sobre o prêmio .

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