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Superando obstáculos

O termo foi emprestado da Física: Resiliência dos Materiais é a capacidade de um objeto absorver a pressão e depois voltar à sua forma original. Explicando assim, de maneira tão lógica, parece simples compreender o significado da Resiliência Psicológica, adaptação do termo para os seres humanos. Mas talvez o significado seja mais complexo do que isso.

Defini-la simplesmente como uma capacidade de superação diante de adversidades parece limitar um conceito tão amplo, que está na ata de discussões das empresas. "Transferindo este conceito de resiliência para o comportamento humano, representa a capacidade de o indivíduo lidar com pressões, imprevistos e situações difíceis, mantendo a sua forma original, sua essência, sem prejudicar sua saúde física e seu equilíbrio emocional", explica Vivian Maerker Faria, diretora da SEC Talentos Humanos.

O termo surgiu na década de 1960, quando Frederic Flach, estudando sua história de vida e de outros que haviam superado grandes adversidades, emprestou-o da Física e da Medicina e passou a empregá-lo para o ser humano.

George Souza Barbosa, diretor científico do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento Pessoal – ALIANÇA, explica: "Tenho defendido que ela é um atributo inato do ser humano, porém necessita da intervenção externa para sua maturação. A mesma coisa que acontece com a capacidade de ser alfabetizado. Está lá, no entanto, necessita haver uma intervenção sobre ela para sua potencialização."

Barbosa explica que há duas formas de uma pessoa desenvolver resiliência: pode ser espontaneamente, por meio da convivência em um ambiente propício que valorize os relacionamentos, ou por meio de uma ação estruturada, semelhante a um programa de capacitação – como o criado pelo especialista: o "Programa de Capacitação em Resiliência".

Mas não são todos os estudiosos do assunto que julgam a resiliência como uma competência. Bernardo de Castro, professor da Universidade do Estado de Minas Gerais, comenta: "Não é uma qualidade pessoal, nem institucional. Esse é o primeiro problema que surge quando se fala em resiliência. Já há alguns anos, os pesquisadores referem-se à resiliência como um fenômeno, não como uma característica pessoal."

De acordo com Castro, este fenômeno viabiliza que um indivíduo ou um grupo supere adversidades significativas sem que haja um adoecimento decorrente desse processo.

Seja de uma forma ou de outra, o que vale ressaltar é que resiliência é um fator que está altamente ligado à superação das dificuldades, sem que isso interfira na rotina pessoal e profissional.

Ser resiliente possibilita que uma pessoa consiga lidar melhor com adversidades como a perda de um ente querido ou uma demissão, por exemplo. "O indivíduo que possui resiliência desenvolve a capacidade de recuperar-se e moldar-se novamente a cada obstáculo, quando este é encarado como um desafio", completa Vivian.

Segundo a diretora, um profissional resiliente tem maior qualidade de vida e, consequentemente, menor risco de contrair doenças, por isso vive mais feliz. Esse ciclo se desenvolve dessa maneira porque o indivíduo supera as dificuldades "tirando proveito dos sofrimentos e tornando-se ainda mais resistente e flexível".

Algumas dicas práticas para trabalhar a resiliência:


- Tenha um foco de vida e mantenha-se alinhado a ele. Isto lhe dará motivação para superar eventuais obstáculos.

- Procure ter uma visão mais ampla das situações, pesando pontos fortes e fracos antes de tomar uma decisão.

- Evite ser imediatista e procure ser mais ponderado.

- Faça algo que lhe relaxe a mente e o corpo.

- Divida seu tempo entre trabalho, família e lazer: é importante ter um pouco de cada para alcançar o equilíbrio.

- Reserve um tempo para você. Com frequência.

- Seja otimista e tenha uma visão positiva da vida.

- Assuma riscos, sabendo que isso faz parte da vida. Nada mais é seguro hoje - ninguém sabe o que acontecerá amanhã.

- Tenha bom humor e cerque-se de coisas no trabalho que o ajudem a mantê-lo.

- Permita-se achar ruim, abater-se, desmotivar-se. Mas em seguida busque o equilíbrio, recupere-se e não perca sua essência.


Por: Naísa Modesto (em Catho online)

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