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Ser feliz é um detalhe?

 

“Me assusta a atual perda de valores”. Essa frase poderia soar como um saudosismo de pessoas mais experientes, mas não é. A crescente mercantilização dos desejos criou uma realidade estranha, onde valores deixaram de ser Quantitativos e Qualitativos para se tornarem meros números seguindo as cifras.

Ao perguntar em algumas das minhas aulas quais eram os sonhos das pessoas, obtive, quase que na totalidade, citação de bens de consumo (minha Mercedes, um apartamento de cobertura...). E tal fato me assustou, posto que agora felicidade tem preço e a frase "o dinheiro não compra felicidade" já se tornou mentirosa há muito tempo.

Trabalhando no que defino como PEP (Planejamento Estratégico Pessoal), onde ajudo pessoas a montarem seus planos de vida, percebi que muitas pessoas ao objetivarem ficar ricos não percebem os pontos negativos disso, (AH! Sim existem pontos negativos) e que as pessoas não fazem idéia do que significa ser rico, nem quanto dinheiro é necessário.

Assim, ao perguntar o que tem uma pessoa rica, percebi que as respostas levavam a um quadro de uma pessoa simplesmente com finanças equilibradas e não a uma pessoa rica. Tal fator demonstra que frustramos sonhos por dificuldade de mensurar os reais objetivos de nossas vidas.

Outra prova da perda de valores é quando ao ministrar palestras para os recém-ingressados no Ensino médio descubro que mais do qualquer coisa a escolha da profissão está ligada ao dinheiro ao invés da vocação.

Elementos como status social e, pasmem, a estabilidade também fazem parte dos desejos da nova força de trabalho. Assim, presumo que ser feliz é um mero detalhe, afinal de contas o importante é ganhar bem, ser famoso, estável e comprar o que se tem desejo. Então nos cabe a pergunta: Ser feliz é apenas um detalhe?

Por Flávio Cavalcante (Portal Administradores - publicação autorizada)

 

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