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Semana contra a tuberculose

Novo tratamento traz mais chances de cura de tuberculose


No dia 24 de março, o mundo comemora a luta contra a tuberculose. Este ano, Minas Gerais tem mais um motivo para festejar a data. No início de abril, o Estado começa a utilizar um novo tratamento contra a doença – quatro medicamentos em uma única drágea.

A dose fixa combinada foi proposta ao Ministério da Saúde em 2008. Na ocasião, discutiu-se a ocorrência de resistência primária a uma das principais drogas que compunha o tratamento contra a tuberculose. Devido a isto, foi decidida a incorporação de mais uma droga à medicação básica contra a doença, reduzindo o número de cápsulas que o paciente teria de ingerir diariamente.

De acordo com a professora Silvana Spíndola de Miranda, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, a intenção é diminuir o número de abandonos durante o tratamento. “Quanto maior o número de comprimidos, menor as chances de o doente seguir tomando toda a medicação de maneira adequada. Com a dose combinada, a expectativa é que mais pacientes concluam o tratamento e, por conseguinte, aumentem as taxas de cura”, explica.

Ela esclarece que a adesão adequada ao tratamento também evita que se crie resistência às drogas. “Quando um paciente abandona a medicação, o bacilo torna-se resistente aos medicamentos. Ou seja, o tratamento passa a ser menos eficaz”, alerta.

Panorama Epidemiológico

A professora Silvana conta que, muito embora a porcentagem de casos diagnosticados esteja acima da média ideal estipulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de cura ainda precisa aumentar.

“Seria necessário diagnosticar 70% dos casos pulmonares transmissíveis. Em Minas, esta taxa é de 74,9%. Já o percentual ideal de cura seria de 85%, mas a nossa marca é de 74,7%”, diz.

Segundo a professora, o Ministério da Saúde vem atuando na prevenção à tuberculose latente, para atingir a porcentagem ideal de cura. “Nos casos em que o paciente já se encontra infectado, mas ainda não desenvolveu a doença, é indicado um tratamento preventivo. Estas atitudes irão diminuir a tuberculose em populações que têm maior risco de adoecer”, explica.

Ela afirma que quem tem maior probabilidade de contrair a tuberculose já está sendo examinado. “Portadores do vírus HIV, transplantados, imunodeficientes em geral, e aqueles que têm contato próximo com os doentes que são os grupos de maior risco”, enumera.

Diagnóstico e tratamento

Silvana alerta que todos devem ficar atentos aos sinais da doença. “Tosse com expectoração por mais de duas semanas, febre, sudorese noturna, desânimo e emagrecimento são os principais sintomas da tuberculose”, ensina a professora.

Uma vez diagnosticado, o paciente deve fazer o uso diário dos medicamentos e, mesmo que se sinta melhor, não deve interromper o tratamento. “O ideal é que haja um acompanhamento destes doentes; seja por alguém da família ou por um profissional da saúde. O tratamento é simples e gratuito, mas deve ser feito exatamente como é orientado pelo médico”, pondera.
A professora Silvana Spíndola recebeu o título de parceira da Coordenação Estadual de Pneumologia Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, pela relevante contribuição que tem realizado para o controle da tuberculose em Minas Gerais.


(Por Assessoria de Comunicação da Faculdade de Medicina da UFMG)

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