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Professores do UNI-BH entram em greve

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (16/2), os professores do Uni-BH decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, após uma paralisação nas três unidades da instituição de ensino.

Os docentes exigem explicações do Ministério Público sobre a negociação de venda do Uni-BH para o grupo Ânima, uma proposta concreta de pagamento dos salários em atraso, a regularização do passivo trabalhista, a garantia de emprego por 12 meses e a manutenção das bolsas de estudo (leia, abaixo, as reivindicações dos professores).

Essas reivindicações, aprovadas na assembléia do dia 11/2, já haviam sido encaminhadas pelo Sinpro Minas à Fundac (mantenedora da instituição de ensino) mas, até o momento, o sindicato não obteve retorno nem recebeu os termos do acordo de venda.

Na assembleia, os professores manifestaram a sua indignação. Eles ressaltaram que, mesmo com os salários em atraso, fizeram esforços para encontrar uma solução e, diante das promessas, adiaram por várias vezes a decisão de greve.

Após a venda da instituição de ensino, que parece ter sido concretizada na última sexta-feira (13/2), os professores receberam com surpresa a proposta de pagamento dos salários atrasados em três vezes, mas sem garantia concreta de que a promessa será cumprida. Caso essa transação tenha sido feita, o sindicato exige transparência no processo para que o dinheiro da venda seja usado para o pagamento imediato dos salários atrasados dos professores.

Conforme divulgado em nota anterior, o Sinpro Minas tem acompanhado, preocupado, o avanço do processo de mercantilização da educação no estado, que vem acontecendo principalmente por parte de grupos empresariais paulistas. Com o discurso da eficiência administrativa, esses grupos vêm adquirindo importantes instituições de ensino em Minas Gerais e adotando práticas administrativo-pedagógicas que retiram direitos trabalhistas, reduzem o corpo docente e precarizam as atividades-meio na maioria das escolas que incorporam.

O Sinpro Minas também repudia qualquer tipo de pressão ou represálias aos professores em greve, que exercem seu direito legítimo de suspender as atividades num momento em que estão sem receber os salários. É fundamental a união de todos e a mobilização permanente para o sucesso do movimento.

Os professores do Uni-BH exigem:

• Explicações do Ministério Público sobre a negociação de venda do Uni-BH;
• Acerto dos pagamentos em atraso até o dia 20/02;
• Pagamento de multa de 10% sobre todos os atrasados;
• Liquidação dos empréstimos consignados;
• Parcelamento do passivo trabalhista, em três vezes, a ser pago até maio;
• Regularização do pagamento do FGTS/INSS e Imposto de Renda;
• Garantia de emprego por 12 meses;
• Manutenção das bolsas de estudo.

Por: Sinpro MG

 

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