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Vestibular em

O sonho não acabou

 

Ainda me recordo do primeiro dia de aula na faculdade. Fevereiro de 2005 e lá ia eu para um mundo diferente de tudo o que eu já havia vivido em termos educacionais – afinal, para quem estudou em regime militar, qualquer mudança no sistema gera conflitos. Mas ao mesmo tempo, seguia satisfeita e feliz. Lá estava rumo ao sonho de me tornar uma jornalista.

 

Ao longo do curso realizações, tropeços, conquistas e decepções. A descoberta, literalmente, de um mundo novo. No início algumas coisas repetidas como história, português, sociologia e filosofia (é que em Colégio Militar se aprende estas disciplinas também!). Depois a prática: fotografia, jornal impresso, rádio, TV, revista, site... um leque de opções conspirando a meu favor.

O primeiro estágio. As primeiras descobertas. Tudo isso contribuiu para que a formação se desse da mais perfeita ordem. Passagens por pesquisas, turismo, sindicato e turismo novamente. Experiência com material institucional, revista, jornal, informativo e assessoria de imprensa. A paixão se fez aguçar e fixou-se no turismo – mas não se limitou a isto somente.

12 de dezembro de 2008, a banca. Lá estava Mara Bianchetti defendendo sua monografia, falando sobre ética na cobertura do turismo. Sala lotada, pessoas queridas, um pouco de mau-agouro e dois professores a me avaliar. Lágrimas na leitura da conclusão e uma sabatina incrível de um dos integrantes da banca. Venci.

Em março de 2009 o sonho, enfim. Família reunida, beca impecável e a hora do canudo. Mais um momento ímpar, para fechar, com chave de ouro, a faculdade dos meus sonhos e o sonho do jornalismo. Agradecimentos a Deus e uma comemoraçãozinha bááásica com os amigos também não faltaram, enfim.

Depois disso vieram os empregos, os novos projetos, algumas pequenas (e outras nem tanto) decepções. O novo laço com o Turismo de Minas, a criação do Panorama Magazine Caiçara e o contato com Jhonny & Alisson. Isso foi surgindo, me completando e fazendo de mim uma jornalista feliz.

Eis que em 17 de junho de 2009, após 13 dias do meu aniversário, no exato dia em que comemoro 2 anos e 2 meses de namoro, a belíssima notícia de que ‘Diploma de jornalismo não é necessário mais para que se exerça a profissão’ neste país chamado Brasil. Surgiu então um misto de desconfiança, desmotivação e quantos mais ‘des’ você quiser imaginar. Mas não, o sonho não acabou. Afinal, se é assim que os Gilmares Mendes querem, eu respondo: mais do que jornalista por formação, sou jornalista por convicção. E tenho dito!

Por: Mara Bianchetti (Blog)

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