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O poder da oratória em pleno séc. XXI

As pessoas formam a base das organizações e, detêm a capacidade de inovar em novos processos, gerar resultados tangíveis pelo conhecimento agregando valor aos serviços e produtos disponibilizados no mercado. Não há precisão em quando e como nasceu a oratória. O que sabemos é que alguns historiadores levantaram diferentes hipóteses, entre as quais a de que ela nasceu quando o homem primitivo desenvolveu a fala com o intuito de preservar a vida em grupo. A arte da oratória teve origem na Sicília, no séc. V a.C.. Entretanto, foi em Atenas, especificamente na Grécia, que houve campo fértil para seu desenvolvimento. Os sofistas foram os primeiros a dominar com facilidade a palavra e desenvolviam seu aprendizado praticando leituras em público, fazendo comentários sobre poetas e promovendo debates.

Algumas pessoas pensam que houve a extinção da oratória ou que ela é privilégio dos políticos, religiosos e advogados. No entanto, nos dias atuais, a oratória se tornou uma competência desejada pelo mercado de trabalho à todas as profissões. Diferentemente do que acontecia no passado, os ouvintes querem uma fala natural e objetiva, sem os adornos da linguagem e a rigidez técnica empregada até o início do século. Empresários, executivos, secretárias, técnicos, analistas, profissionais liberais e todos os outros necessitam, cada vez mais, do domínio da fala em público para desempenharem sua função. Apresentar projetos, dirigir e participar de reuniões, apresentar relatório, vender ou apresentar produtos e serviços, conduzir equipes, fazer palestras, ministrar cursos, fazer e agradecer homenagens, desenvolver contatos sociais, entre outros, são algumas das situações da rotina diária de vários profissionais hoje.

Os princípios básicos para uma boa apresentação em público são:

1. Seja você mesmo

Aprenda, aperfeiçoe, mas ao falar seja sempre natural. Para isso, fale sobre aquilo que você tem domínio. Em alguns momentos falar sobre assuntos desconhecidos ou de pouco domínio, torna a apresentação fracassada.

2. Pronuncie bem as palavras

Pronuncie as palavras completamente. Não omitia o “S” e o “R”, por exemplo, tampouco o “O” intermediário. Pronuncie vamos e não vamo, intermediar e não intermediá, Outubro e não Otubro.

3. Encontre o volume adequado ao tamanho do público

Se falar muito baixo, as pessoas que estiverem distantes não entenderão. Se falar muito alto, além de se cansar, vai irritar os ouvintes. O ideal é a altura adequada ao ambiente. Se precisar de microfone, utilize-o sem hesitar.

4. Fale com boa velocidade

Nem rápido demais, nem devagar demais. O seu público não pode ter dificuldade em entendê-lo. As extremidades são dificultadoras da clareza.

5. Fale com ritmo

Alterne a altura e a velocidade da fala para construir um ritmo agradável de comunicação. Isso evita que a platéia durma ou se disperse do assunto tratado.

6. Tenha um vocabulário adequado

Um bom vocabulário tem de estar isento de excesso de termos técnicos ou vulgares. Busque informações a respeito do público antes da apresentação para falar a língua dele. Caso seja necessário utilizar termos técnicos ou em outro idioma, esclareça-os e/ou faça a tradução das palavras/termos.

7. Tenha uma boa postura

Fique bem posicionado. Ao falar procure não colocar as mãos nos bolsos, cruzar os braços, debruçar sobre a mesa ou tribuna. Deixe os braços naturais. Objetos como canetas, controle remoto do Data Show e microfone ajudam a ocupar as mãos do orador sem prejudicar a postura. Não relaxe o tronco ou os ombros. Ao falar, olhe para as pessoas, se for possível caminhe no ambiente, mantenha um contato próximo e agradável com os ouvintes, sem os tocar demais.

8. Tenha princípio, meio e fim

Elabore com antecedência a sua apresentação. Selecione os objetos e recursos adequados à sua fala e ao contexto a ser trabalhado.

No início da apresentação procure conquistar os ouvintes quebrando a resistência e chamando sua atenção para o assunto.

No meio, discorra sobre o tema definido. Use gráficos, imagens, vídeos, reportagens, etc.

No final, faça uma breve recapitulação. Elogie o auditório, faça uma citação de autor conhecido por eles ou, levante uma reflexão. Nunca termine a apresentação com a famosa frase: ERA ISSO QUE EU TINHA PARA FALAR.

O profissional que desenvolve e aperfeiçoa a habilidade da oratória tem uma grande chance de ser bem sucedido na carreira escolhida.

Escrito por Josiane Souza, Consultora Organizacional e Coach; Professora e palestrante. MBA em Gestão de Pessoas e Estratégias Empresariais; Bacharel em Administração de Empresas.

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