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Inteligências Múltiplas

 

"Toda criança possui, ao nascer, um potencial de inteligência maior do que Leonardo da Vinci utilizou em toda a sua existência." Glenn Doman (Teach Your Baby To Read The Better Baby Press, 1988)

Talvez a inteligência lógico-matemática não seja o seu forte, como não era a de Chopin, Nijinski, Gandhi, Victor Hugo, etc. E nem por isso essas pessoas deixaram de ser brilhantes, verdadeiros referenciais da genialidade humana.

É que o conceito de inteligência mudou muito nos últimos anos. E é exatamente isso que nós vamos ver a seguir.

Mas, afinal, o que é inteligência?

Inteligência (do latim intelligentia) é a capacidade mental de aprender, apreender, compreender, raciocinar, planejar, resolver problemas e abstrair idéias. As pessoas leigas, de um modo geral, costumam atribuir uma extensão maior para o conceito de inteligência, relacionando-a também à criatividade, personalidade, caráter ou sabedoria.

Modernamente, entretanto, sabemos que estes outros atributos, próprios dos homens, não significam inteligência em si.

A inteligência, como objeto de estudo da Psicologia, surgiu no final do século XIX com as pesquisas da psicometria, que “media” diferenças individuais através de testes que quantificavam as aptidões.

Os primeiros testes de inteligência são atribuídos a Alfred Binet, em 1905, embora Francis Galton, em 1896, já propusesse a medida da variação na capacidade mental humana apoiando-se nos conhecimentos da Fisiologia e da Estatística, que lhe rendeu a descoberta da correlação, método da análise fatorial que auxiliaria as técnicas contemporâneas de validação dos testes psicológicos.

No início do século XX, as autoridades francesas solicitaram a Alfredo Binet que criasse um instrumento pelo qual se pudesse prever quais as crianças que teriam sucesso nos liceus parisienses.

O instrumento criado por Binet testava a habilidade das crianças nas áreas verbal e lógica, já que os currículos acadêmicos dos liceus franceses enfatizavam, sobretudo o desenvolvimento da linguagem e da matemática.

Este instrumento deu origem ao primeiro teste de inteligência, desenvolvido por Terman, na Universidade de Standford, na Califórnia: o Standford-Binet Intelligence Scale.

Os testes de inteligência tiveram enorme influência, durante o século XIX, sobre a idéia que se tem de inteligência, embora o próprio Binet tenha declarado que um único número, derivado da performance de uma criança em um teste, não poderia retratar uma questão tão complexa quanto à inteligência humana. Alguns dos maiores gênios da humanidade, se submetidos a estes testes, fatalmente fracassariam.

Originalmente, o que Binet e seu colega Pierre Simon criaram, foi um teste bastante engenhoso para a identificação de crianças com retardamento intelectual e que, no futuro, teriam dificuldades na escola.

A idéia deles foi a de caracterizar o processo de desenvolvimento da inteligência em função dos problemas lógicos que a maioria das crianças seria ou não capaz de resolver numa determinada idade, estabelecendo uma sequência de tarefas com dificuldade crescente, desde as muito fáceis, que mesmo crianças muito jovens poderiam realizar, até as muito difíceis, que apenas adultos poderiam resolver.

Com base em sua sequência de tarefas, eles produziram o conceito da Idade Mental de um indivíduo (criança) como sendo a idade em que a maioria das crianças poderia resolver a tarefa mais complexa que o indivíduo sendo avaliado era capaz de resolver. Assim, se um menino ou menina pudesse chegar a resolver somente até as tarefas que se esperaria que um sujeito de 10 anos de idade pudesse resolver, a Idade Mental desse menino ou menina seria de 10 anos, independente da idade real da criança (chamada de Idade Cronológica).

A partir do conceito de Idade Mental, foi criado o conceito de Quociente de Inteligência, definido como sendo a razão entre a Idade Mental e a Idade Cronológica, multiplicando-se o resultado por 100 para evitar o uso do ponto decimal.

Assim, uma criança com Idade Mental de 12 anos e Idade Cronológica de 10 anos teria um Quociente de Inteligência de 120, enquanto que uma criança com a mesma Idade Mental, mas Idade Cronológica de 12 anos teria um Quociente de Inteligência de 100 e outra com Idade Cronológica de 16 anos teria um Quociente de Inteligência de apenas 75.

O Quociente de Inteligência tornou-se assim um prático indicador (quantitativo) da precocidade ou retardamento de uma criança em relação à sua idade. Aquelas com Quociente ao redor de 100 estariam dentro do desenvolvimento normal, aquelas acima de 100 seriam precoces e as abaixo de 100 seriam retardadas, com o valor específico fornecendo uma medida da maior ou menor defasagem entre idade e intelecto.


De “Quociente de Inteligência” a “QI”

Passado algum tempo, o Quociente de Inteligência foi levado aos EUA, onde foi melhorado, através mecanismos estatísticos mais sofisticados, para situar mais claramente os indivíduos quanto a sua maior ou menor diferença em relação à média das pessoas do seu mesmo grupo etário.

O objetivo do uso de valores específicos foi o de estabelecer um certo grau de equivalência numérica entre a escala nova e a antiga. Para se estabelecer uma diferença entre a escala de Binet e as escalas subsequentes, foi definido que a primeira seria denominada de "Quociente de Inteligência", enquanto que as seguintes seriam designadas pela abreviação "QI".

(Continua)

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