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Vestibular em

Engenharia de Sistemas

UFMG oferece primeiro curso, no Brasil. A criação surgiu a partir da grande procura por este tipo de profissional, que era obrigado a se formar fora do País.  Veja as características dele, habilidades desejadas, atuação do profissional e um pouco do mercado.

As indústrias trabalham cada vez mais com alta tecnologia e múltiplos sistemas computacionais, e cresce a necessidade de profissionais qualificados, especificamente, para a tarefa. Diante desse novo cenário, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criou o primeiro curso de Engenharia de Sistemas do Brasil. O objetivo principal é constituir um polo acadêmico e de formação de pessoal de excelência sobre as temáticas relacionadas com a concepção e realização de grandes sistemas industriais ligados aos setores de alta tecnologia.

Noturno, com carga de 3.600 horas, o curso deve ser integralizado em seis anos. São 50 vagas, sendo 25 a cada semestre. A graduação é composta por conteúdos das áreas das engenharias elétrica, eletrônica e mecânica, telecomunicações e computação, além de disciplinas básicas de Ciências Exatas, como matemática e física, e conhecimentos de humanidades, o que evidencia seu caráter multidisciplinar.

O estudante vai aprender habilidades gerais sobre programação de computadores e construção de pacotes computacionais. Além das atividades computacionais, a ênfase cairá sobre a prática de eletricidade e eletrônica. De acordo com o coordenador do novo curso, Ricardo Takahashi, por ser ministrado à noite, “a graduação deverá aproveitar toda a estrutura já dedicada ao curso diurno de Engenharia Elétrica, que é considerado um dos melhores e mais tradicionais do país”. A graduação contará inicialmente com 15 professores, mas já estão previstas contratações.

Atuação

O engenheiro de sistemas pode trabalhar em indústrias e empresas de alta tecnologia, que utilizem sistemas complexos, como a de automóveis, ferroviária, siderúrgica e infraestrutura de telecomunicações. Ricardo Takahashi menciona ainda um outro campo de trabalho, a indústria aeronáutica. Segundo ele, o Brasil é líder no setor, e já contrata um grande número de engenheiros de sistemas, todos formados fora do país, a custo muito alto para as empresas.

“O Brasil disputa hoje mercados diversificados, e está começando a consolidar liderança em vários deles”, afirma Takahashi. “A consolidação definitiva de uma empresa de qualquer setor industrial passa, certamente, pela agregação de conhecimento ao projeto de seu produto, para que este se diferencie e se torne líder de mercado. Nesse processo, o engenheiro de sistemas exerce papel fundamental”, conclui o coordenador.

Para saber mais, veja o site do curso.


(Por: Assessoria de Imprensa da UFMG – 3/09/09)

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