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Educação do país avançou menos do que esperado

O Movimento Todos Pela Educação divulgou, hoje (11/12), dois anos após o lançamento do Projeto, o primeiro grande estudo sobre a situação educacional do país, quanto ao cumprimento das cinco metas propostas pelo movimento: 1- toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola; 2- toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos; 3- todo aluno com aprendizado adequado à sua série; 4- todo jovem com ensino médio concluído até os 19 anos; 5- investimento em educação ampliado e bem gerido.

O estudo mostra que, de 2005 para 2007, a Educação no Brasil avançou, mas não na velocidade esperada. O movimento Todos Pela Educação alerta que, para que se chegue a 2022 (bicentenário da independência do País) com Educação de qualidade para todos, o Brasil precisa fazer mais.

Desenvolvido pela pesquisadora Fabiana de Felício, com a colaboração de especialistas em Educação, como Ruben Klein, Marcelo Neri, Ricardo Paes de Barros, Reynaldo Fernandes e Chico Soares, o relatório é o primeiro de uma série que será desenvolvida periodicamente com o objetivo de acompanhar o desempenho do Brasil, das cinco regiões e dos 27 estados, em relação às 5 Metas propostas.

O Estudo –    Segundo os dados coletados, dentro da primeira meta estabelecida, a taxa de crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola em 2007 foi de 90,4%, maior do que em 2005 (88,8%), mas ainda inferior à meta de 91%. Com relação à segunda meta, a taxa de alfabetização das crianças de 8 anos no país é de 88%, enquanto a meta é a de que até 2010, 80% dessas crianças estejam plenamente alfabetizadas e até 2022, 100% das crianças.

O relatório aponta ainda que em 2007, quando a meta era de 29%, 27,9% dos alunos da quarta série do ensino fundamental aprenderam o conteúdo adequado para sua série em língua portuguesa. Na oitava série esse valor chegou a 20,5%, quando a meta era de 20,7%. No ensino médio, o esperado para 2007 era 23,5% e o resultado obtido foi de 24,5%. Com relação à matemática, houve melhora tanto na quarta quanto na oitava série. Para a quarta série, a meta era de 21,1% e o resultado foi de 23,7%. Na oitava, a meta era de 14,1% e o obtido foi de 14,3%.

As metas com relação à conclusão do ensino médio também foram alcançadas. Segundo os dados, 60,55 dos jovens de 16 anos concluíram o ensino fundamental e 44,9% o ensino médio. As metas propostas para 2007 eram de 58,9% e de 42,1% respectivamente.

Já com relação ao investimento e gestão da educação, o Brasil passou de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005 para 4,4% em 2006. Na educação básica , o investimento passou de 3,2% em 2005, para 3,7% em 2006. A meta definida pelo movimento é a de que sejam destinados 5% do Produto Intero Bruto (PIB) até 2010.

O presidente executivo do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, reforçou que é preciso fazer um esforço muito maior e revigorar as expectativas existentes para o futuro, com medidas estruturais. “São necessárias medidas importantes que possam levar à valorização dos professor, acompanhamento da aprendizagem, o mérito e desempenho de nossos alunos.”

Ramos enfatizou que o ponto mais crítico está na aprendizagem no ensino médio. Segundo ele, o ensino médio brasileiro não tem identidade e não prepara o jovem para o mundo, sendo um exemplo de desmotivação para os alunos que acabam abandonando os estudos. “O jovem quer uma escola que caiba na vida, que ele possa fazer o ensino médio, ir para a universidade ou para o mundo do trabalho. Falta professor, qualificação dos professores, ter uma estrutura curricular e estrutura física, com laboratórios de ensino, de informática e bibliotecas atualizadas”, disse.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de alcançar as metas, ele afirmou que não adianta traçar metas fáceis de serem alcançadas, mas fracas do ponto de vista da competitividade do país, da inserção tecnológica, da academia e do mundo do trabalho. “O Brasil está deixando de ser o país que tinha a crise do desemprego para ser o do apagão da mão-de-obra qualificada. Precisamos ter jovens qualificados para ocupar os postos que existem no mundo do trabalho.”

Veja o relatório completo.

 

Fontes: Movimento Todos pela Educação / Agência Brasil

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