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Data propõe reflexão

27 de fevereiro - Dia Nacional do Livro Didático. Data propõe reflexão sobre como tornar o livro didático mais atraente para estudantes e professores

Segundo o Ministério de Educação neste ano 114,6 milhões de livros didáticos serão entregues nas escolas públicas de ensinos fundamental e médio do Brasil. O dia 27 de fevereiro foi idealizado pelo Instituto Nacional do Livro (INL), para comemorar o Dia Nacional do Livro Didático. Entre as discussões que a data suscita está em como tornar material e a leitura mais interessante para as novas gerações e para aqueles estudantes que ainda não criaram o hábito de ler.

Há pelo menos 70 anos o Governo Federal realiza a distribuição de obras didáticas a estudantes da rede pública. Desde a metade da década de 90, a aquisição de livro didático pelo governo passou a acontecer por meio do chamado Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Em 2010, o investimento por parte do Ministério de Educação será de R$ 622,2 milhões com a aquisição de livros.

Para o professor Marcos Bagno, que já participou de processos de avaliação de livros didáticos de língua portuguesa, desde a instauração do PNLD, a qualidade dos livros didáticos produzidos no país se elevou consideravelmente, sobretudo porque editores e autores modificaram concepções de ensino a fim de atender aos princípios e critérios estabelecidos pelo MEC.

Mas como tornar o livro didático mais interessante para o aluno e mais adaptado a um contexto de início de século XXI? Primeiramente, é preciso levar em conta a diversidade de estímulos (televisão, Internet, vídeo games, etc.) a que as crianças e adolescentes estão submetidos, o que muda a maneira como eles interagem e se comunicam com o mundo. Além disso, uma formação continuada de professores é uma medida que pode otimizar a utilização do livro didático como uma ferramenta educacional.

Hoje, não se pode pensar em educação e em produção de conteúdo sem considerar as várias mídias. Audiolivros, vídeos, conteúdo interativo para ambientes virtuais e mais uma gama de recursos que potencializam o processo de ensino-aprendizagem de qualquer faixa etária.

Segundo Júlio Rocker Neto, diretor editorial da Aymará Edições e Tecnologia, a produção de conteúdo educacional vai além do livro didático impresso mesmo os livros em papel apresentam características diferenciadas. Segundo a diretora do Centro Pedagógico da Editora, professora Marta Morais da Costa, o livro didático é necessário e deve atender ao estágio, idade da criança e à legislação, mas não é o suficiente para manter o interesse da criança. “Temos que considerar que a criança de hoje é diferente da criança do final da década de 90, mudam-se os padrões de exigência. A criança que brinca no computador é diferente da que tinha apenas o livro. Atualmente, essa criança manuseia e produz sentido para o que lê de forma distinta, pois o computador transforma o modo e a quantidade de estímulos para cada uma”, revela Marta, que também é doutora em literatura brasileira pela USP.

Marcos Bagno analisa que o que falta é formar professores capazes de interagir de maneira produtiva com o livro didático, complementar o que a obra traz e suprir as eventuais faltas. “Para isso, nossos cursos de Letras e Pedagogia precisam urgentemente de uma reforma profunda para serem menos presos a ideais educativos do século XIX e mais próximos do que se espera hoje, no século XXI, de uma boa educação em língua materna”, avalia Bagno.

Por: Assessoria de imprensa Literal Link Comunicação Integrada / Aymará Edições e Tecnologia

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