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Areia por mármore

Pesquisa na UFJF : Troca de areia por mármore na construção proporciona economia e diminui impacto ambiental

 

Pesquisa inédita no Brasil, com testes realizados na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), revelou que a substituição de areia por sobras de mármore branco melhora em 16% as propriedades do concreto, conforme o cimento usado. O estudo resulta da tese de doutorado da professora Cláudia Valéria Gávio Coura, do Instituto Federal – Campus Juiz de Fora (antigo CTU/UFJF).

Cláudia explica que o mármore utilizado passou por processo de britagem para chegar à granulação próxima à da areia. Em seguida, o material foi aplicado à mistura de cimento para produzir o concreto. “O resultado disso é que diminui o impacto sobre a natureza, aumenta a durabilidade da construção, melhorando a vida útil, e proporciona economia.”

Os benefícios para o meio ambiente estão, principalmente, no novo destino às sobras e à redução na extração de areia natural. “Sem uso comercial, um volume grande de rejeitos de mármore é depositado na natureza, em lixões, aterros sanitários ou em botas-foras de material de construção, vindos de marmorarias, pedreiras, obras”, afirma.

Conforme a pesquisadora, a obtenção de areia em rios está restrita, pois uma das razões é a degradação provocada nos leitos dos cursos d’água. No trecho do Rio Paraibuna que corta Juiz de Fora, por exemplo, é proibida a retirada. “Com isso, o preço da areia natural para a construção civil está mais caro, construtores têm que comprá-la de lugares mais distantes, autorizados.”

A pesquisadora prevê que a nova aplicação das sobras de mármores na construção civil pode atender à Região Sudeste e pontos do Nordeste, onde é grande a presença dessa rocha, barateando o item em relação à areia.

O estudo faz parte do projeto homônimo à tese “Aproveitamento de rejeito de mármore na confecção de concreto”, coordenado pela professora da Faculdade de Engenharia da UFJF, Maria Teresa Gomes Barbosa, que orientou Cláudia na pesquisa.

Aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o projeto está em fase de expansão. “Entramos como nova proposta na Fapemig para experimentar o uso do mármore na argamassa de acabamento final de piso, colocada sobre a cerâmica.”

 

Por: Assessoria de Comunicação da UFJF

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