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Acredite em você mesmo

Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você. Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito. Daí continuaram torcendo. Torceram pelo nascimento do seu primeiro dente, pela primeira palavra, pelo primeiro passo. O seu primeiro dia de escola, nem se fala, foi a maior torcida. (Carlos Drummond de Andrade)

 

E, acredite, ainda tem muita gente que continua torcendo por você.

Mas, mesmo assim, temos que tomar cuidado com os rótulos que essa torcida nos deixa. Involuntariamente as pessoas ao nosso redor criam uma imagem e nos fazem reféns dela.

De tanto ouvirmos a família, os amigos, os colegas de trabalho afirmar que somos "teimosos”, "intelectuais", "introvertidos", acabamos acreditando nisso.

Desde pequenos somos ensinados a buscar a felicidade em coisas e pessoas.

A mídia lava nossas mentes com promessas de confiança inabalável após adquirirmos bens materiais: Fique lindo com nossa marca de roupa e sinta-se confiante", "Compre este carro e sinta-se bem", "Beba nossa bebida e tenha todo o sucesso com o sexo oposto", "Fume nosso cigarro e sinta-se poderoso", etc.

Desta forma toda a nossa "confiança" vem de fora e não de dentro. Ficamos dependentes de coisas e pessoas para nos sentir bem. E isso gera uma vida de frustração, pois nunca estamos felizes com nossa própria imagem. Sempre queremos mais e mais.

A tendência da mente comum é ir para fora. Todas suas ambições e interesses estão dirigidos para as coisas externas, mas por mais que ela possa ganhar materialmente, existe sempre algo que está faltando para fazer sua felicidade completa. Tome como exemplo a vida de Alexandre, o Grande. O mundo nunca conheceu outro conquistador como ele, mesmo assim dentro dele permanecia algo não conquistado e isto frequentemente o atormentava, mesmo não havendo nenhuma causa externa para infelicidade.

Identifique seus próprios valores. O que pensamos a nosso respeito tem mais a ver com o que os outros pensam de nós do que com um processo espontâneo de autoconhecimento. Não podemos aceitar isso, somos donos de nosso próprio destino.

Gostar de si mesmo lembra um pomar, se não cuidar, não dá frutos. Embora todos nós tenhamos um potencial enorme para realizar coisas e alcançar a felicidade, sentimos que não "merecemos" a nossa fatia. Por quê? Porque precisamos aprender a ter mais amor-próprio e autoconfiança.

Luiz Fernando Veríssimo uma vez disse "Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu...”.

Portanto, acredite em si mesmo. Você é tão bom, tão capaz e tão iluminado quanto as pessoas que você admira. Não há nenhuma diferença! Saiba aprender com os bons exemplos e principalmente com as pessoas que você considera especiais. Mas, acima de tudo acredite sempre em si mesmo, jamais se torne um dependente.

Não há nenhum benefício em se transformar apenas em uma cópia ou sombra de outra pessoa, ficar sem luz própria. Isso é renunciar a si mesmo. Cada um precisa viver a sua própria história individual.

Assim, é preciso compreender que aqueles a quem você admira são pessoas tão humanas quanto você. Essa é uma atitude inspiradora e fortalecedora para o seu próprio crescimento. Mas não se torne escravo dos feitos de outras pessoas: crie seu próprio mundo, suas próprias regras, acredite no caminho que está trilhando.

Seja mais flexível consigo mesmo. A falta de auto-estima está diretamente relacionada com uma alta dose de autocrítica. Lembre-se de que até os super-heróis têm um ponto fraco. Assim, por que você não teria? Se for mais flexível, vai se arriscar mais, sem medo de errar. E com isso as suas chances de acreditar e ser bem-sucedido também aumentarão.

Existem inúmeras razões para você ter medo de tentar. Inúmeras razões para falhar. Inúmeras razões para desistir. Inúmeras razões para você continuar com uma vida medíocre. Jogando aos poucos pela janela as oportunidades que surgem a cada novo dia.

Nossa sociedade é dominada pela absurda "lei das médias". Se a maioria não consegue, tentam fazer com que você acredite que jamais conseguirá. Aleijadinho acreditou na sua voz interior, seja um escultor, mesmo contra toda a lógica da época que dizia que “aleijados não podiam ser escultores”. O que teria acontecido se ele tivesse acreditado nisso?

Necessitamos de pessoas ousadas e corajosas que demonstrem que cada individuo é especial. A historia está repleta de exemplos.

Paul Cézanne (1839-1906) pintor francês teve seus quadros rejeitados no Salão Oficial de Paris e foi motivo de chacota entre os críticos durante anos, mas não se deixou abater. "Eu sou um marco na arte", acreditava. Tinha razão. Seu quadro "Rideau, cruchon et compotier" (1893-1894) foi a obra que atingiu o maior valor de venda, tendo sido vendida por 60,5 milhões de dólares no dia 10 de maio de 1999, em Nova York, através de um leilão realizado pela casa Sothebys, o que faz dela o sexto quadro mais caro do mundo.

Lewis Hamilton, com apenas 10 anos de idade, ainda piloto de kart, se apresentou ao chefão da McLaren, Ron Dennis, e disse que um dia ainda faria parte da escuderia. Agora, na Fórmula 1, é considerado um fenômeno nas pistas.

Enfrenta-se qualquer coisa quando se acredita em alguma coisa. Os ataques e manifestações contrárias à sua decisão somente lhe deixam mais forte, pois você é obrigado a rever suas crenças para se assegurar que está no caminho certo.

Não existem limites para a realização humana.

Um estudo feito nos anos cinquenta, através da Universidade de Harvard, mostrou que apenas 3% da classe que se formou naquele ano tinha escrito metas. Essas pessoas que tinham escrito metas tiveram a confiança para realizar seus sonhos. Aquele mesmo estudo continuou 30 anos depois, acompanhando os 3% de pessoas que tinha metas escritas.

Fato: Os 3% das pessoas com metas escritas agiram e ganharam mais dinheiro do que os 97% do resto da classe!

William Shakespeare já dizia “Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos”, por isso nunca desista de seus sonhos. Quando abandonamos um de nossos sonhos perdemos um pouco da nossa luz. Semelhante ao que ocorria na peça “Peter Pan”: quando alguém deixa de acreditar em fadas uma delas morre. Alem disso, carregamos a dor de não ter lutado até o fim.

Manter o sonho vivo alimenta a esperança de um futuro melhor, nos proporcionando energia suficiente para continuar persistindo.
Tudo começa na mente, depois é que acontece na vida. É consequência do seu esforço de investir em si mesmo. Se você acreditar vai estudar mais, trabalhar mais, se esforçar mais, aprender mais, julgar que é capaz e assim atingir seus objetivos.

Acreditar em si mesmo é algo pessoal. E ninguém pode fazer isso por você.

Por Roberto Recinella (Palestrante, atua na área de coaching de vida e consultoria em Gestão do Capital Humano. M.B.A pela FGV e Ohio University – “Gestão de Pessoas em Ambiente de Mudanças” Autor de diversos livros. Editor do Projeto Sole Mio. Fale com ele . Visite seu site . Telefone para contato: (44) 9141-7559 )

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