Pular para o conteúdo Pular para a barra lateral do Vá para o rodapé

Área de educação

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foi representada por três bolsistas de extensão na “62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)”, realizada entre os dias 25 e 30 de julho, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal.

As universitárias Aida do Amaral, Andreza Fernandes e Josiane Coimbra apresentaram no evento um dos resultados da pesquisa desenvolvida com base no projeto de extensão “Oficina de escrita e reescrita de textos para crianças dos anos iniciais do ensino fundamental”. A coordenação do projeto é da professora da Faculdade de Educação (Faced) Suzana Vargas.

O projeto, criado em 2007, atende a cerca de 30 crianças, divididas em três grupos. Os encontros são realizados duas vezes por semana no laboratório de alfabetização da Faculdade de Educação (Faced). Tem como objetivo atender crianças com histórico de atraso escolar e desenvolver junto a elas atividades de produção de textos. A iniciativa conta com a parceria da Escola Municipal Presidente Tancredo Neves, responsável pelo encaminhamento dos alunos. De acordo com a coordenadora do projeto, a ação visa a desenvolver as habilidades de leitura e escrita dos estudantes, através de diversos gêneros textuais.

O resultado trabalho foi apresentado na SBPC em forma de pôster. As estudantes chegaram à conclusão que os “bilhetes orientadores”, aplicados aos alunos no lugar da correção do texto, interferem de forma positiva no processo de escrita e reescrita desses estudantes. “O resultado foi que, através do bilhete que nós escrevemos, a criança consegue reelaborar o seu texto, construindo sentido e não apenas consertando erros ortográficos” explica Aida.

De acordo com Andreza, a outra bolsista do projeto, as crianças chegam ao laboratório de alfabetização com baixa autoestima, devido ao método tradicional de correção utilizado nas escolas. “Esses alunos vêm para o laboratório com várias interferências que a escola impõe sobre eles. Por exemplo, eles se sentem fracassados e acham que não têm competência. Por isso, estamos tentando mudar o procedimento adotado pelos professores para desmistificar essa crença”. Para a bolsista, os alunos aceitam melhor a correção por bilhetes do que os riscos vermelhos feitos pelas professoras nas escolas.

Intercâmbio de idéias

Não é a primeira vez que as três bolsistas apresentam resultados do projeto de extensão, do qual fazem parte, em eventos acadêmicos. Segundo Aida, a cada congresso elas voltam com ideias diferentes para implantar nas atividades realizadas junto às crianças. “Quando fomos para Natal, nós ouvimos relatos de pesquisas de outros professores que deram certo. São coisas possíveis de serem feitas. Sempre a gente tira alguma coisa”.

Para Andreza, participar de congressos acadêmicos, como o SBPC, é uma forma de mostrar o que está sendo desenvolvido na faculdade, além de ser uma oportunidade de aprimoramento.

Mostrar ComentáriosFechar Comentários

Deixe um comentário