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Tratamento de HIV ainda é desafio

 

 

Estudo de pesquisador da UFSJ revela que sucesso do tratamento contra o vírus HIV ainda é um desafio

 

 

Uma das preocupações em destaque na saúde pública brasileira, atualmente, é o descontrole do tratamento de combate aos vírus, por parte dos portadores de HIV e Aids. Apesar de o Brasil se destacar na distribuição gratuita de medicamentos de combate, através do Sistema Único de Saúde (SUS), ainda não há grande interesse e estruturas de apoio necessárias aos pacientes para o prosseguimento terapêutico.

Essas são conclusões da dissertação de mestrado do infectologista e professor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Campus Centro-Oeste Dona Lindu, Gustavo Machado Rocha, defendida no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em abril de 2010.

Dentre os resultados da pesquisa, descobriu-se que 28% dos pacientes no Brasil abandonaram o uso de medicamentos no primeiro ano do tratamento. Além disso, após análise de outros estudos nacionais, a pesquisa concluiu que cerca de um terço dos pacientes podem não fazer uso adequado da medicação. Isso significa que 60 mil pessoas no país possivelmente usam remédios de forma irregular, o que pode, consequentemente, resultar numa falha da terapia.

O estudo é parte integrante do “Projeto Atar - Fatores associados à adesão ao tratamento antirretroviral em indivíduos infectados pelo HIV/Aids: uma abordagem quantitativa e qualitativa”, Belo Horizonte (MG), 2001-2003. O Atar foi o primeiro estudo nacional com objetivo estimar a incidência da não-adesão por parte de pacientes infectados pelo HIV ao tratamento de combate aos vírus em Belo Horizonte. A metodologia do trabalho consistiu de entrevistas, registros de dispensação em farmácia e registros em prontuários médicos.

Segundo o professor Gustavo, “os resultados do estudo mostram que a não-adesão ao tratamento antirretroviral (ARV) ainda é um sério problema de saúde pública”, conclui. A partir dos métodos do projeto Atar, descobriu-se que as taxas de não-adesão variam entre 22,9 a 74,3% e também que 28% dos pacientes abandonaram o tratamento no primeiro ano.

Os resultados da pesquisa revelam ainda que, dentre as análises feitas entre pacientes tratados com regularidade e entre aqueles que não aderiram ao tratamento, o ganho de células de defesa e o controle de vírus são significativamente maiores naqueles que se mostraram dispostos a prosseguir com a terapia.

Rocha defende ainda que “a detecção precoce da não-adesão é capaz de predizer a ocorrência de falência dos vírus, permitindo intervenções oportunas com preservação de esquemas terapêuticos mais simples e de menor custo, antes mesmo do surgimento de resistência viral e, consequentemente, falência clínica e imunológica”.

Combate

O combate a essa realidade é também uma das preocupações do grupo de pesquisa da UFMG. Gustavo destacou que o SUS disponibiliza, desde 1996, os medicamentos antirretrovirais de forma universal. Porém, isto, somente, não garante a adesão dos pacientes à terapia. Para o infectologista, “inicialmente, devem ser elaboradas políticas públicas para implementar o monitoramento sistemático da adesão”, propõe.

Rocha revelou que existe, em andamento, um projeto nacional para estimar a taxa da não-adesão no país e aplicar nos serviços especializados um instrumento para avaliação e monitoramento da adesão entre os pacientes. Uma das propostas para o controle é “a ampliação do investimento em recursos humanos e reorganização da assistência às pessoas que vivem com HIV e Aids, com enfoque em promoção e prevenção”, afirma.

Iniciativa

A epidemia do HIV e seu tratamento são temas muito complexos. Para o professor Gustavo, “todos profissionais de saúde devem estar atentos a esses problemas, que são essenciais para mudar esse cenário”, alerta. Outro grande desafio “é a ampliação do acesso aos exames para diagnóstico da infecção pelo HIV, de modo a possibilitar o tratamento em tempo oportuno”.

A partir da dissertação de Gustavo, novos desafios são lançados para quantificar a ocorrência da não-adesão e criar formas de combatê-las. “Essa pesquisa abre portas para se introduzir, com a participação da comunidade acadêmica da UFSJ, estratégias para melhorar esse cenário”, desafia o pesquisador.


(Por: Assessoria de Comunicação da UFSJ - Foto: ICH.PUC Minas)

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