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Tramento de alcoolismo na UFRJ

O Centro de Ensino, Pesquisa e Referência em Alcoologia e Adictologia (Cepral) promove na Prefeitura Universitária da UFRJ um programa de assistência e prevenção contra uso abusivo de álcool e outras drogas entre os funcionários da unidade e todo o corpo funcional da UFRJ. O Cepral foi criado, em 1994, por José Mauro Braz de Lima, professor, médico e diretor do Hospital Escola São Francisco de Assis (Hesfa).

Na Prefeitura Universitária, o projeto é coordenado pelo próprio José Mauro, junto à funcionária Janete Pereira e Marilurde Donato, professora doutora em enfermagem na UFRJ.

A atuação do Cepral na PU diminui casos de afastamento, licença médica ou faltas decorrentes do alcoolismo, pois evita internações hospitalares ao executar o tratamento diariamente, dentro do ambiente de trabalho e sem afetar as atribuições do servidor.

Segundo Janete Pereira da Silva, coordenadora institucional do projeto, a atuação do Cepral na Prefeitura Universitária é de pré-assistência, ou seja, as intervenções breves promovidas pela equipe atuam na prevenção e no diagnóstico do funcionário da universidade. “Caso seja diagnosticado dependência ou uso abusivo do álcool ou outras drogas, nós encaminhamos o assistido a um tratamento mais profundo no Hospital Escola São Francisco de Assis (Hesfa), onde há uma estrutura melhor para o atendimento”, esclarece Janete.

No núcleo de atendimento da prefeitura, são realizadas atividades de acolhimento (intervenções breves), atendimento individual, informação, encaminhamento para a Assistência Integral do Hesfa e acompanhamento.

Para a coordenadora, fazer o funcionário assumir seu problema e procurar ajuda não é tarefa fácil: “O Cepral se preocupa com a manutenção da privacidade do assistido, e em proporcioná-lo um ambiente no qual possa se sentir à vontade”.

Os benefícios são visíveis logo nos primeiros atendimentos do funcionário. “Eu percebo, durante a marcação da segunda visita, uma maior tranquilidade do assistido, um sentimento de acolhimento. Além disso, o dependente tratado aqui começa a ter maior sensibilização e auto-avaliação do seu estado”, analisa Janete.

Tratamento também para alunos

O grande número de alunos da universidade que consomem e abusam do álcool também é um dado preocupante. Para evitar isso, o Cepral tenta alcançar os jovens universitários através de cartilhas informativas, semanas de saúde e palestras. O projeto tem o apoio do Centro Acadêmico Carlos Chagas (CACC/Medicina) na divulgação de folders informativos dentro da faculdade. Além disso, auxiliou na retomada da disciplina eletiva de Alcoolismo na Faculdade de Medicina da UFRJ. “A informação é muito importante, pois muitos dos abusadores de álcool e alcoólatras não sabem a gravidade do problema, ou não acreditam que possuem uma doença e precisam de ajuda”, alerta a coordenadora.

O Núcleo do Cepral na Prefeitura Universitária está aberto também para alunos que queiram fazer o tratamento, porém, o espaço ainda é muito pequeno e não há demanda para atender ao grande corpo discente da universidade. “Nós estamos localizados num contêiner temporário e utilizamos uma sala emprestada pela prefeitura, por isso não há como expandir nossos atendimentos”, diz Janete.

Projetos de Ensino e Pesquisa

O Cepral promove também núcleos de pesquisa e extensão na área de dependência, trazendo alunos de diversas áreas para atuar no desenvolvimento de estatísticas e promoção de informação dentro da universidade. De acordo com Janete, com a multidisciplinaridade da área de dependência química, alunos de Serviço Social, Educação Física, Psicologia, Psiquiatria e até Odontologia participam dos projetos do Cepral. “Há projetos de pesquisa aqui na prefeitura e no Hesfa. Os alunos acompanham o tratamento do paciente e discutem, junto aos médicos, possíveis soluções para cada caso”, informa Janete.

Necessidade de investimentos

Apesar de promover tantos benefícios à saúde do corpo funcional da universidade, o Cepral ainda não possui uma sede fixa. Porém, para que seja feito um trabalho mais amplo, dividido em setores de atendimento e mantendo a privacidade do assistido, há a necessidade de um local apropriado. “Como disse, estamos trabalhando num contêiner improvisado, dentro do Horto da prefeitura universitária. O prefeito e a vice-reitora já nos concederam um terreno aqui na prefeitura, mas a reitoria ainda não liberou a verba para a construção de um prédio”, relatou a coordenadora.

Janete ainda acrescentou que os projetos de pesquisa do Cepral tem o sonho de promover pelo menos um evento informativo por mês, se houver estrutura para isso. “A UFRJ é capaz de oferecer esse serviço ao seu funcionário e aluno, sem a necessidade de que o dependente procure ajuda fora da instituição”.

(Por: Michelly Rosa – Agência Universitária UFRJ / Foto: Professora Marilurde Donato ladeada da Coordenadora Janete e sua Auxiliar)

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