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Professores da PUC Minas contra a violência

Em meio às recorrentes ocorrências de violência e criminalidade, das quais tomamos conhecimento diariamente, fomos surpreendidos, esta semana, com a notícia de que o graduando do Curso de Ciências Sociais da PUC Minas, campus Coração Eucarístico, Leandro Franco Dias, de 24 anos, foi morto cruelmente, juntamente com outros dois jovens. A polícia trabalha, neste momento, no esclarecimento das circunstâncias e motivações deste hediondo crime.

Desde o último fim-de-semana, Leandro não voltou para casa e não mais apareceu na escola. A previsão para sua formatura era para este segundo semestre. Durante esses anos, Leandro construiu, conosco, um laço de proximidade e respeito.  No momento, o mínimo que podemos fazer é protestar contra essa situação e lembrá-lo. Nada disso é banal. A morte não é banal e, nessas circunstâncias, menos ainda.

Mas há uma outra banalização, ainda muito mais grave.  É aquela percebida nas reações de pré-julgamentos, como se um possível envolvimento com o tráfico (que, no caso especificamente do Leandro, é uma hipótese que a Polícia efetivamente descarta), justificasse qualquer tipo de morte e até mesmo as chacinas. Esse tipo de reação sugere uma sensação como se nada disso nos dissesse respeito, o que pode nos levar a um afastamento dos jovens e, pior ainda, passarmos a achar normal que certas pessoas possam ser executadas.

Precisamos, todos, nos proteger contra outro tipo de banalização. As notícias sobre chacinas vão se tornando, a cada dia, mais próximas e freqüentes. Se, antes, as notícias davam conta deste tipo de crime, principalmente, no Rio de Janeiro e em São Paulo, elas agora estão bem no nosso entorno. Apenas no mês de agosto, esta é a terceira chacina na região metropolitana da capital mineira. Podemos ser acusados de nos mobilizarmos, porque, agora, a violência chegou muito perto de nós. Não é verdade, pois, os cientistas sociais, há muito, vêm estudando e denunciando o crescimento da violência, da criminalidade e o extermínio de jovens.

As informações que temos, até o momento, a partir da convivência dele com professores, funcionários e colegas e que nos chegam da polícia e por meio da imprensa, apontam para a inocência de Leandro. Mas essa é uma característica das execuções. Além do descontrole da violência, ela não discrimina vítimas.

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Professores do Curso de Ciências Sociais da PUC Minas

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