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Extensão da UFSJ no Bairro Tejuco

 

As iniciativas têm como objetivo estreitar as relações entre a universidade e a comunidade

 

A Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) desenvolve cinco projetos de extensão no bairro Tejuco, em São João del-Rei. “Projeto Sucata: Construindo brinquedos e contando história no CRAS”, “Curso pré-vestibular”, “Adolescente Saudável”, “Exercitar para tratar e prevenir” e “Estratégias de comunicação para organizações não-governamentais: uma parceria entre o curso de Comunicação Social – Jornalismo e a ONG Atuação”. Os projetos envolvem quatro professores orientadores, seis alunos bolsistas e representantes do Tejuco. As iniciativas de extensão da UFSJ têm como objetivo estreitar as relações entre a universidade e a comunidade.

O projeto “Estratégias de comunicação para organizações não-governamentais: uma parceria entre o curso de Comunicação Social – Jornalismo e a ONG Atuação” teve início em abril de 2010. A iniciativa tem como objetivo melhorar a imagem do bairro junto à comunidade, mostrando os aspectos positivos do Tejuco. “Ao longo dos anos, por uma série de fatores, o Tejuco e alguns bairros de São João del-Rei ficaram estigmatizados como locais violentos. Trata-se de uma visão que cria preconceitos contra os moradores do bairro”, explica o coordenador do projeto, professor Luiz Ademir de Oliveira.

Outra questão apontada é o fato de o Tejuco ser um dos bairros mais antigos de São João del-Rei e ter uma importância histórica. Lá estão localizadas as Orquestras Lira São Joanense, Ribeiro Bastos e banda Teodoro de Faria, além de escolas de renome como a Escola Estadual Professor Iago Pimentel e Escola Estadual Cônego Osvaldo Lustosa.

A partir da proposta de construir uma imagem positiva do Tejuco, o projeto prevê uma série de iniciativas na área de planejamento de comunicação. Está prevista a criação de produtos, como jornal mural, blog e a produção de notícias a serem divulgadas pela imprensa. Caberá a aluna bolsista Lívia Guimarães Carvalho e os alunos do curso de Jornalismo que atuam como voluntários no projeto se encarregarem de elaborar o material jornalístico.

No entanto, como explica o professor Luiz Ademir, a proposta é de fazer um trabalho de parceria com a comunidade. “Trabalhamos com a perspectiva de uma comunicação horizontal – em que tanto o curso de Jornalismo quanto os representantes da ONG Atuação e da comunidade estarão decidindo o que deve virar notícia para melhorar a imagem do bairro, até porque conhecem bem a realidade do Tejuco”, salienta o Coordenador do Projeto.

As tecnologias digitais também serão utilizadas como forma de melhorar a imagem do bairro, como a criação de um perfil e de uma comunidade no site de relacionamento Orkut sobre o Tejuco, bem como um twitter a fim de agregar, principalmente, os moradores mais jovens. Quanto às temáticas, a prioridade é trazer assuntos de interesse da comunidade e que possam mostrar o que o bairro tem de positivo.

Para dar maior dinâmica ao projeto, foi criada uma assessoria de comunicação da ONG Atuação, com os alunos envolvidos (Rua São José, 108), e funciona nas tardes de quinta e sexta-feira. A vice-presidente da ONG Atuação, Elem Mara Guimarães, destaca a importância desta parceria para o bairro e para a própria entidade. “É importante uma parceria com a UFSJ e, principalmente, com o Curso de Comunicação Social, já que nosso maior problema era em divulgar as ações desenvolvidas pela entidade”, ressalta.

Outro fator que foi destacado por Elem Mara foi a importância de se melhorar a imagem do bairro. “O nosso bairro nunca foi visto com bons olhos. Melhorar a imagem do mesmo é importante para que possamos trabalhar com a auto-estima das pessoas que moram aqui e assim mobilizar a sociedade para que conquistemos cada vez mais coisas para nosso bairro”, esclarece a vice-presidente da Atuação.

Qualidade de vida

O “Projeto Sucata: Construindo brinquedos e contando histórias no CRAS (Centro de Referência em Assistência Social)” foi criado há seis anos e é executado pelos alunos de Psicologia, tendo como professora orientadora Maria de Fátima Queiroz. São atendidas pelo projeto crianças da Casa Lar do bairro Tejuco e do CRAS do Bairro Senhor dos Montes.

O objetivo é promover a consciência ambiental junto aos atendidos e facilitar seu processo educativo por meio da fabricação de seus próprios brinquedos feitos com sucata. No Tejuco, o trabalho é feito pela bolsista Mariana Andrade Silva Alves e pelos voluntários Stael Oliveira Resende e Marina Paiva Rodrigues a bolsista do CRAS Senhor dos Montes é a aluna Aliene Cassia Carvalho Gonçalves.

“A intenção do nosso projeto é a inserção de crianças em políticas públicas, além de trabalhar a autonomia, identidade e desenvolver a parte lúdica”, declara a professora Maria de Fátima Queiroz. Outro ponto positivo é estimular a participação de outras pessoas da comunidade no projeto, já que assim as pessoas da comunidade se integram fazendo coleta seletiva em suas casas, levando materiais para serem utilizados ao CRAS (Rua São José, número 224).

Curso pré-vestibular

Foi criado em 2009 e é direcionado para os alunos egressos do ensino-médio, que sejam preferencialmente moradores do bairro Tejuco, com o objetivo de preparar os estudantes para que possam ter maiores chances de ingresso em instituições de ensino superior, principalmente na UFSJ.

Os materiais utilizados no projeto são apostilas confeccionadas pela UFMG, que são adquiridas pelos alunos. Os demais equipamentos utilizados em sala, como retroprojetor, data show e notebook, são fornecidos pela UFSJ.

Para participar como aluno do projeto, é necessário pagar uma taxa de matrícula, definida pela própria liderança da comunidade presente no projeto, de modo a custear as despesas permanentes de manutenção do pré-vestibular, que funciona na Creche Celina Viegas (Rua Don Delfim Ribeiro Guedes, 01).

Para participar como professor voluntário, é preciso ser aluno de curso de licenciatura em alguma das disciplinas escolares componentes da grade curricular, com preferência para alunos de graduação da própria universidade. O projeto funciona em parceria com a Associação de bairros São José, diariamente (19h às 22h30) e está sob a administração da aluna do sétimo período do curso de Ciência Biológicas, Maísa Santos da Fonseca, que também é professora no cursinho. O objetivo do cursinho é preparar o aluno para o ingresso em instituições públicas federais, mas ela faz uma ressalva de que a ausência dos alunos nas aulas diminui a expectativa quanto ao número de aprovações.

A professora informa que o relacionamento com os alunos é produtivo, pois são muito participativos e questionadores. “Decidi participar do projeto por morar no bairro e por querer que as pessoas de classe baixa tivessem acesso a um estudo de qualidade e gratuito, uma vez que não podem pagar os cursinhos tradicionais da cidade. E a vontade de lecionar e aprender na prática, uma vez que no estágio supervisionado não se pode lidar com as turmas diretamente”, concluiu.

Vanessa Carvalho de Oliveira está participando do cursinho pela segunda vez, para atualizar seus conhecimentos e poder concorrer a uma vaga na UFSJ com a mesma qualidade dos alunos que frequentam escolas e cursinhos particulares durante o ensino médio. Ela é candidata ao curso de Pedagogia e está superando suas expectativas, pois “lá encontro professores capacitados e interessados a nos ajudar a todo momento sem medir esforços”.

Educação Física

O curso mantém dois projetos no Tejuco: “Exercitar para tratar e prevenir” e “Adolescente Saudável”. O primeiro projeto funciona desde 2006, três vezes por semana, no Espaço conhecido como Cobertor (Av. Maria Alves Barbosa), e tem por objetivo promover a melhoria da qualidade de vida das mulheres entre 40 a 75 anos, através de exercícios físicos e tratamento de prevenção.

O coordenador dos projetos é o professor do curso de Educação Física da UFSJ, Alessandro de Oliveira, e tem como aluna bolsista Cátia Aparecida de Jesus. Para quem quiser participar, o projeto aceita voluntários da comunidade exterior e da acadêmica.

Já o projeto “Adolescente Saudável”, que tem como bolsista o aluno Vitor Kersul, começou em 2010 e no primeiro semestre realizou uma coleta de dados dos alunos da 6º e 7º ano da Escola Estadual Professor Iago Pimentel para verificar, principalmente, as condições físicas dos estudantes e identificar casos de obesidade. No próximo semestre, a coleta de dados continuará com alunos de 8º e 9º anos. O projeto tem como objetivo identificar alunos que estejam abaixo ou acima do peso e, depois desta fase, convocar os pais para que sejam tomadas as medidas necessárias.

(Fonte: Projeto Assessoria de Comunicação da ONG Atuação)

 

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