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C&T e o Progresso

Aonteceu em Brasília (26 a 29/05)  a "4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia (4° CNCTI)". Ancorada na construção de uma política de Estado para CT&I, tendo como base o desenvolvimento sustentável, a Conferência foi organizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Durante os três dias reuniu mais de 4 mil pessoas, discutindo temas como biodiversidade, mudanças climáticas, energia, recursos naturais, desigualdades regionais, educação científica de qualidade em todos os níveis e uso da C&T para o desenvolvimento social e saúde, entre outros assuntos considerados prioritários para a melhoria do país.

O coordenador-geral da 4ª CNCTI, Luiz Davidovich afirmou que a Conferência neste ano teve um propósito ambicioso, o de fornecer subsídios para um Plano de Estado de desenvolvimento da C&T, tendo diretrizes para os próximos dez anos, com foco na sustentabilidade econômica, ambiental e social do país.

Para o Secretário-Geral, desenvolvimento sustentável é mais do que preservação ambiental, pois envolve também a sociedade e a economia: “Entendo como sustentabilidade aquela que engloba tanto a parte econômica quanto o meio ambiente e a parte social. Sustentabilidade significa reduzir as diferenças sociais, estabelecendo uma democracia que deve representar a igualdade de oportunidades para todos”, afirmou Davidovich em seu discurso.

A 4° CNCTI foi precedida por cinco Conferências Regionais, seis seminários temáticos e muitos encontros com diversos segmentos, que permitiram um aprofundamento de questões centrais para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. “A garantia de que teremos uma política estratégica está na possibilidade de que os atores que participam da Conferência entrem em consenso em torno de um conjunto de propostas para o desenvolvimento científico e tecnológico do país”, disse o secretário da 4° CNCTI.
Desafios

Davidovich afirmou que um dos grandes desafios da 4° CNCTI foi debater formas de aumentar a inovação nas empresas e fazer com que elas desenvolvam pesquisas próprias, como é o caso de outros países. “Estamos formando mais de 10 mil doutores por ano e a maioria vai trabalhar em universidades para formar outros doutores. O que precisamos é que os pós-graduados trabalhem em nossas empresas, para que o conhecimento se transforme em produto, em inovação”, disse.

Ao final de seu discurso Davidovich disse que a sociedade não pode deixar de atrair as crianças por meio da educação, para que estes possam fazer ciência e se tornarem engenheiros, cientistas ou técnicos futuramente. “Devemos ter um olhar para o futuro. Temos milhões de cérebros pelo país afora sendo desperdiçados, que não são aproveitados num projeto científico e tecnológico do país. Precisamos ir atrás disso, para incluir uma fração maior da população na luta pelo crescimento e desenvolvimento do Brasil”, concluiu.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp, a política de Ciência e Tecnologia do país avançou muito nestes últimos anos, estando ela agora muito ligada a geração de resultados. “Estamos transpondo os muros das universidades e levando o conhecimento à sociedade em forma de produtos concretos e inovadores. Hoje, não desenvolvemos a ciência e tecnologia apenas no meio acadêmico, mais sim estamos focados na produção de resultados que venham a beneficiar a população”, afirmou.

Para Raupp, a sociedade brasileira vem percebendo que a C&T é um setor fundamental para a conquista do desenvolvimento sustentável. “Essa percepção resulta em políticas marcadas por algumas premissas fundamentais, como o reconhecimento da cultura, da educação, do aprendizado técnico científico e da inovação como fatores centrais para a competitividade em harmonia com a sustentabilidade ambiental, a valorização das potencialidades locais e melhoria do bem-estar da sociedade”, pontuou.

Ambiente propício para C&T

O presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Jacob Palis Jr., afirmou que o Brasil se encontra em um momento favorável para investir em pesquisas no setor de C&T. Segundo ele, o Brasil vem crescendo a passos largos. “A ciência brasileira cresceu em sua estrutura, devido a maior articulação da sociedade para o progresso do país por meio da ciência e tecnologia. Os indicadores de qualidade, revelam que o Brasil produz 2,7% de toda a produção cientifica mundial e ocupa a 13° posição na classificação mundial de trabalhos científicos publicados, o que revela nosso potencial”, afirmou Palis.

De acordo com Palis, o ambiente é propicio para o país, mas o Brasil não pode diminuir o ritmo de investimento no setor. “Tivemos a aprovação da Lei de Inovação, a Lei do Bem, a elevação do potencial de realização do Ministério da Ciência e Tecnologia para R$ 7 bilhões de investimentos, o PAC da Ciência e Tecnologia e muito mais. E todos estes investimentos impulsionam o avanço do país, mas não podemos esquecer que ainda temos muito chão pela frente. Por isso, precisamos consolidar novos planos e programas voltados a área de C&T”, disse.

Universalização do conhecimento

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que a parceria do MEC com o Ministério da Ciência e Tecnologia é essencial. “Ambos os ministérios devem estar engajados na melhoria da qualidade da educação básica. Pois melhorando e descentralizando as oportunidades de acesso a educação, o nível dos alunos aumenta ampliando o número de pessoas qualificadas para a pesquisa cientifica e tecnológica, o que consolida mais ainda o desenvolvimento do país”, afirmou.

Segundo o ministro Sergio Rezende, o Brasil se encontra diante de uma agenda estratégica de desenvolvimento e isso requer a participação de toda a sociedade. “A 4ª CNCTI é um espaço qualificado de debate, e com legitimidade indiscutível para debater uma política de longo prazo”, afirma o ministro. Para ele esta Conferência aponta caminhos para que a ciência nacional melhore cada vez mais a vida das pessoas e ajude o País a crescer com sustentabilidade.

Sergio Rezende afirmou que a consolidação de uma Política de Estado de Ciência Tecnologia e Inovação é uma condição essencial para que o país amplie seus índices de competitividade e conquiste um novo padrão de desenvolvimento e de inserção no mercado global. “Sem dúvida, estamos diante de uma agenda prioritária para o futuro do país. E o momento é o melhor possível. Nunca antes os indicadores nacionais de C&T foram tão favoráveis. Os investimentos públicos nesta área estão de fato ajudando a transferência do conhecimento em riqueza”, pontuou.

O ministro destacou, ainda que a conferência é o ponto culminante de debates ocorridos em diversas regiões, com diferentes temáticas. “A conferência propõe a agregar a sustentabilidade às discussões anteriores e, além disso, preocupa-se com as estratégias que possibilitem alcançar a estabilidade necessária às ações de C,T&I, por meio de uma política reconhecida como de Estado, e não apenas de governos. Por isso é fundamental que ela seja ancorada em discussões amplas e abertas com a sociedade, que lhes permitam atingir consensos que hão de contribuir para orientar os planos e as iniciativas de futuros governos municipais, estaduais e federais”, disse.

Em seu discursona cerimônia de abertura, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que investir em Ciência e Tecnologia é prioritário e extremamente gratificante para o Brasil. “A C&T são ferramentas indispensáveis para o desenvolvimento do país. Hoje o Brasil está em um patamar muito superior, pois percebeu que o incentivo à ciência gera riqueza e que para distribuí-la é necessário mecanismos de inclusão social que têm na educação seu principal pilar. Precisamos prover toda a sociedade com novos e melhores produtos e serviços e para isso o governo deve continuar trabalhando para aumentar ainda mais o investimento de recursos no setor de C&T nos próximos anos”, afirmou.


(Por: Ascom do CNPq)

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