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Consórcio mineiro de universidades

 

Conclusões da mais recente reunião entre os membros. Implantação ganha mais contorno com novas propostas.

As sete universidades mineiras que pretendem se unir em consórcio avaliam a realização de processo seletivo uniformizado para os cursos de graduação com ingresso em 2012. Atualmente, por exemplo, parte delas utiliza a nota do Enem como principal componente da nota em uma fase do Vestibular e possuem etapas seletivas diferentes. Enquanto isso, a seleção permanece inalterada.

Essa é uma das propostas apresentadas por reitores e representantes das federais mineiras de Alfenas (Ufal), Itajubá (Unifei), Juiz de Fora (UFJF), Ouro Preto (UFOP), São João Del-Rei (UFSJ) e Viçosa (UFV), durante reunião (24/09/10) que visou estipular metas, minuta de contrato, plano de desenvolvimento institucional para o projeto de consórcio e uma minuta de lei sobre a consorciação de universidades. São medidas que estão próximas de definir o que poderá ser a união das instituições.

Entre as sugestões de cursos novos de graduação, que entrariam na nova forma de seleção, ganham força os bacharelados interdisciplinares. A intenção é criar um em Artes e Design, com cursos de segundo ciclo em Jóias, Couro, Calçados e Móveis. Outro é em Ciência e Tecnologia, que poderá ter habilitações em engenharia têxtil, computação, metalurgia e geologia. “São sugestões que podem ser propostas de acordo com a potencialidade da região em que a instituição está localizada”, afirmou o reitor da Unifal, Paulo Márcio de Faria e Silva. Para a cidade deOuro Preto, situada em região produtora de joias, o curso voltado para esse setor seria mais requisitado.

Para custear o deslocamento de estudantes entre as instituições, a comissão de Assistência Estudantil do grupo propõe o pagamento de bolsas a estudantes, com valor dobrado para os alunos com vulnerabilidade socioeconômica. Para isso, as universidades devem alinhar os critérios de avaliação socioeconômica, e a quantia poderá variar conforme a instituição. A sugestão é de R$250 mensais, sendo que a do primeiro mês, de mais despesas, seria de R$500. Discute-se que o aluno poderá fazer disciplinas entre seis meses a um ano em outra instituição, podendo ser prorrogada por mais seis meses.

Esse estudante teria uma matrícula interstitucional e poderia fazer até cinco disciplinas. A comissão de graduação estima a disponibilização de duas vagas em cada matéria. Para professores, foi proposto a possibilidade de receber alunos de outras instituições na própria entidade sede e também de se deslocar para outra. A sugestão é oferecer 200 bolsas para esses docentes, que corresponderia a 5% do total de professores das sete instituições. A previsão de início é em 2011.

Na pós-graduação, o grupo desse tema sugeriu a criação de quatro novos programas estratégicos: em Nanotecnologia, Bioenergia, Ensino em Ciências e Administração Pública. O encontro reforçou a necessidade de criação de um instituto de estudos avançados, em local a ser definido, que promoveria a integração, expansão e fortalecimento da pesquisa e pós-graduação. O espaço abrigaria eventos, cursos rápidos, treinamentos, simpósios, entre outras atividades interdisciplinares e de intercâmbio científico e cultural.

Entre outras propostas de pós-graduação, a intenção é definir políticas e praticas acadêmicas que contribuam para a formação complementar do corpo discente, incluindo: matricula cruzada na pós-graduação, oferta de disciplinas de formação pedagógica, treinamento em novas tecnologias de pesquisa e ensino, estimulo à troca de informações cientificas entre discentes das pós-graduações de diferentes instituições. O objetivo também é fortalecer o intercâmbio entre os cursos de mestrado e doutorado. Universidades que têm expertise em um curso contribuiriam para capacitar pessoal de outra instituição. Além disso, poderiam contratar treinamentos ou equipamentos, em conjunto, a fim de reduzir custos.

Na pesquisa, a proposição é de desenvolver áreas estratégicas, como em nanotecnologia, biodiversidade e fitoterapia. Em um prazo de cinco anos, o possível consórcio pretende ver consolidado um centro de pesquisas, com um grande laboratório. A comissão temática de pesquisa propoôs, entre outras ideias, a inserção internacional das entidades, por meio de convênios, a movimentação de pesquisadores e estudantes que participam de pesquisas e, em três anos, promover o aumento de produção científica e tecnológica.

Para o próximo ano, as universidades poderão ver intesificadas as atividades culturais e de extensão, caso o projeto de corredor cultural seja aprovado. A proposta é realizar eventos mensais em cada uma das universidades para apresentar para as outras instituições integrantes, com objetivo de conhecê-la mais intesamente. As universidades pretendem também unir esforços para realizar projetos de extensão em gestão de resíduos e de ações voltadas para políticas públicas.

No setor de planejamento e gestão, o objetivo é criar um estatuto e regimento interno do consórcio, instalar escritórios de representação em Belo Horizonte e em Brasília, estabelecer indicadores para acompanhar o desempenho do novo grupo, realizar seminários e estabelecer procedimentos integrados de planejamento e gestão, como de compra. Da mesma forma, intencionam executar procedimentos compartilhados de seleção, mobilidade, avaliação de desempenho, capacitação, qualificação, desenvolvimento de pessoal e assistência à saúde de servidores.

As atividades serão assessoradas por uma agência de comunicação integrada, cuja previsão da proposta é agosto de 2011. Até lá, a comissão responsável por essa área sugeriu produzir e compartilhar conteúdo audiovisual, mapear e buscar melhorias para os setores de comunicação e esclarecer junto aos reitores a importância dessa atividade para as universidades e preparar estratégias para gerenciamento de crise.

Difusão e autonomia

Os reitores ressaltaram que todas as propostas são preliminares, podem ser alteradas no decorrer das próximas reuniões e discussões com comunidades e Conselhos Superiores de cada universidade. Incentivaram a difusão das propostas entre as entidades, na próxima semana, quando o documento completo com essas propostas iniciais será encaminhado a cada uma.

O Sintufejuf e o Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFJF pretendem trazer o reitor da UFV, Luiz Cláudio Costa, coordenador-geral do grupo de universidades, e o reitor da UFJF, Henrique Duque para debaterem a proposta com servidores e alunos.

O dirigente da federal de São João Del-Rei, Helvécio Luiz Reis, enfatizou ainda a autonomia e o orçamento único de cada universidade no consórcio. "Não haverá fusão, as sete não deixarão de existir para dar lugar a uma só. Aquilo que for feito consorcialmente terá recurso destinado para isso", reiterou.

Próxima reunião

O novo encontro de reitores e equipe técnica ocorrerá no dia 6 de outubro, em Itajubá. Outras reuniões acontecerão em seguida até o dia 15 de outubro, data prevista para apresentar a documentação ao Ministério da Educação. Conforme Luiz Cláudio, o encontro deverá acontecer em Belo Horizonte. Depois dessa data, os textos serão encaminhados para os Conselhos Superiores de cada instituição. O objetivo é concretizar o consórcio até 31 dezembro deste ano.

 

(Por: Assessoria de Comunicação da UFJF - Foto Arquivo: Encontro na UFLA- Helder Tobias)

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